sábado, 27 de setembro de 2014

Pintando Poder - Capítulo 2

Leia em inglês: http://marianapdlc.deviantart.com/journal/Pintando-Poder-Chapter-2-485200426
Leia no Nyah!: *Em breve*
NOTAS: Yo! Estou de volta. Minhas desculpas por esse capítulo não ter muita ação, foi apenas para explicar algumas coisas e mostrar como minha irmã e minha mãe são. Vou começar agora o capítulo 3, onde terá novos personagens, talvez. Bem, boa leitura~
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Lentamente recuperei minha consciência, mas esqueci de tudo que aconteceu ontem, só me lembro de estar indo para a casa da minha tia e tudo ter ficado preto. Recuperando minha visão, tudo o que vi ao meu redor foi um borrão, que aos poucos foi se distinguindo em uma sala desconhecida e bem grande, com janelas formadas por vidros coloridos que montavam desenhos da guerra humana-felina. O salão era grande, bem iluminado e com um carpete que cobria o piso inteiro. Eu estava deitada em uma cama com uma toalha molhada em minha cabeça. Passou pela minha mente a opção de ter sido raptada por algum príncipe rico e maníaco, mas logo isso se desmoronou ao ver uma face estranha na minha frente, ele estava vestindo roupas com tecido fino, um chapéu de mágico e uma capa preta que cobria parte de suas vestimentas, mas o que realmente me chamou a atenção foi a espécie dele. Ele era um dos gatos, parecia ser o líder deles, tinha o pelo castanho escuro e os olhos em fendas, me olhando preocupado.

   -Por Deus - ele tirou a faixa de minha cabeça - achei que nunca mais ia acordar.

   -AH! - gritei, levantando num pulo, mas sentindo meus membros estranhos, um pouco rígidos e dolorosos - O que você está fazendo aqui?! O que eu estou fazendo aqui?! Quem é você?! O que aconteceu ontem?! O que aconteceu comigo?! Por que eu estou sentindo dor?! Cade meus pais?! Ei! Cade minha irmã?! O que você fez com ela?! Pode ir dizendo ou eu...

   - Acalme-se! - ele falou meio desesperado - calma, sua irmã e seus pais estão bem, você também, a amnésia é temporária, mas...

   - Mas? - meu tom de vos abaixou, senti um pouco de vergonha por ter falado com ele daquele jeito, não poderia ser alguém mal, afinal, eu lembrava dele de algum lugar.

   - Vamos dizer que a transformação não funcionou muito bem...

   - O que? Do que você está falando? Como assim transformação?

  - Érr... - ele olhou para baixou, meio relutante - que tal você olhar para a própria mão?

  - Por que? O que tem com a minha- Eu congelei ao ver no que minha mão tinha se transformado – AH! O que aconteceu com minha mão?! Explique isso agora! - comecei a andar em sua direção mas tropecei em alguma coisa, o problema que essa coisa era minha. O desespero me consumiu, eu olhei para trás esperando não ver o que pensava que era. E vi. Eu tinha tropeçado na minha própria cauda. Por que eu tinha uma cauda? Rapidamente comecei a andar desajeitadamente para trás, segurando uma coisa peluda da cor branca. Logo olhei para meus pés, estavam diferentes. Toquei na minha cabeça e senti orelhas felpudas e pontudas estendidas. Comecei a conter um grito neurótico, eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Foi quando tropecei de novo naquela coisa que dificultava meus passos e cai de costas em algo que estava reto e frio, com a superfície plana. Olhei para trás e ví o que parecia ser um espelho para o corpo todo, bordado em ouro, mas o que realmente me assustou foi o reflexo.

   Eu havia virado um tipo de gata-humana, com o corpo coberto por pelo branco e com características felinas, mas possíveis de se andar normalmente, meu cabelo continuava no lugar, com o mesmo tom castanho escuro de sempre, meus olhos também continuavam o mesmo, de cor marrom quase preto, puxados e com a íris pequena, o que era meio bizarro comparado às íris esbugalhadas dos gatos, meus dentes também continuavam normais, ao invés de grandes e pontudos, feitos para rasgar carne. Não aguentei mais, a surpresa foi tanta que soltei um grito agudo e desesperado?

  - O QUE ACONTECEU COMIGO?! - virei para Harry - me diga agora o que aconteceu ontem!

  - Mariana acalme-se, ontem-

  - COMO VOCÊ SABE MEU NOME?!

  - Mariana você...

  - POR QUE EU NÃO SOU MAIS HUMANA?!

  - Mariana, você ainda é humana, apenas...

  - HUMANA?! HUMANA COM ESSA COISA?! - apontei para minha cauda.

  - Isso é só parte da máscara...

  - MÁSCARA? QUE MÁSCARA? DO QUE VOCÊ ESTÁ...

  - ME DEIXE TERMINAR DE FALAR! - ele gritou desesperado - Sério! Eu não vou responder suas perguntas! Apenas espere sua memória voltar!

  - Se você não vai me falar nada, minha irmã vai! - cuspi as palavras nele - me diga onde ela está agora!

  - Ela saiu. - ele deu de ombros - Foi com seus pais ver umas coisas. Recomendo você esperar aqui.

  - Esperar aqui é a última coisa que eu vou fazer! Nem sei quem é você e nem o que quer comigo! - gritei enquanto abria a porta e corria procurando a saída daquele lugar, sem olhar para trás.

  Dei de cara com um corredor imenso, com incontáveis portas menores que davam provavelmente para quartos aleatórios. Apenas segui meu caminho correndo ao fim do corredor, tendo que fazer força para empurrar a porta que dava direto para uma escada gigante, sem perder mais tempo, comecei a descê-la. No final, dei de cara com outro corredor, com mais portas aleatórias, a diferença era o local era enfeitado com armaduras de ferro com moldes do corpo de gatos, corri até a porta principal de novo, ouvindo os passos atrás de mim.

   Ao abri-la, vi um salão imenso e nobre, onde haviam estátuas que mostravam alguns fatos marcantes da história do lugar, entre eles, alguns felinos esquisitos passavam observando a arquitetura do lugar, e na porta havia um guarda de cada lado.

   Rezando para que não me parassem, corri em direção da porta, a abrindo com um escândalo inesperado. Os guardas tentaram chamar minha atenção, mas eu apenas ignorei.

   O sol que bateu diretamente no meu olho me cegou por um minuto, até meu olhos se acostumarem, o barulho dos gatos conversando e vendendo suas mercadorias começaram a ser auditivo, e confuso pela quantidade de línguas que eles falavam ao mesmo tempo, japonês, chinês, espanhol, francês, italiano, alemão, grego e o que estava sendo mais falado, inglês, foram as únicas linguagens que eu identifiquei, mas nada de português, justamente a língua que eu falo. Não deve ser a mais popular por aqui.

  Novamente saí correndo, só que mais devagar enquanto procurava minha irmã no meio da multidão. Haviam algumas casa ali, outras feiras do lado, algum restaurante no meio de tudo... Isso me lembrava bastante algumas cidades, como São Paulo ou Rio, mas sem os prédios imensos (e menos poluído).

   De qualquer jeito, nem minha irmã nem meus pais estavam por lá, pensei que em pedir informação falando meu espanhol que é mais fluente que meu inglês, mas os felinos naquele lugar pareciam me evitar ou me olhar como se eu fosse algum tipo de mutante.

  Fui tropeçando e esbarrando em todos que estavam ao meu redor, tentando me acostumar as minhas novas pernas esquisitas a tentarem andar normalmente. E fazia calor, muito calor, e aquela quantidade de pelos não me ajudaram em nada, mas isso não foi um grande problema pois já sou acostumada ao clima fervente do Brasil.

   Alguns daqueles seres simplesmente me ignoravam, outros desviavam de mim e me xingavam de alguma coisa, me mandando caminhar direito, já os mais atentos simplesmente olhavam nos meus olhos, se assustavam e saiam correndo. Eu tinha que conseguir lentes esbugalhadas e dentaduras pontudas o mais rápido o possível.

   Conseguia ver uma casa ao longe, com uma placa escrito "Vende-se". Não prestei atenção aos detalhes, apenas notei uma garota que estava na frente, do lado de uma mulher mais velha, as duas se pareciam comigo, com as mesmas características felinas. A mais velha com o cabelo curto, castanho claro e ondulado, logo reconheci sendo minha mãe. E a mais nova com o cabelo médio, liso e preto, um pouco castanho, mas bem escuro, com apenas algumas voltas por causa do repicado, logo reconheci sendo minha irmã.

   - Mãe! Dani! - gritei aliviada por vê-las, logo, retirando a placa do gramado. Corri cambaleando até elas, que me olharam confusas.

   - Ah, que bom que você acordou. - minha mãe sorriu, tirando os óculos escuros que escondiam os olhos humanos. - mais uma para ajudar com as caixas. Como você chegou aqui?

   - Ah, eu fugi daquele cara do castelo - suspirei - vocês também acordaram lá?

   - Sim, mas só a mamãe que não desmaiou. - Dani falou. - era para você ter ficado lá, pirralha. - ela começou a me provocar como sempre fazia desde que éramos pequenas - aquele cara é que salvou a gente!

   - Como eu ia ficar lá sem nem saber que ele era?! - começamos uma nova típica briga comum - podia ser uma maníaco que quisesse nossos órgãos vitais!

   - Você... Ele... - ela parecia sem resposta - só ajuda, pirralha.

   Bufei, enquanto minha mãe nos separava.

   - Certo, agora me conte, o que aconteceu ontem? - minha irmã engasgou ao ouvir minhas palavras.

   - Quando você recuperar sua me memória você vai saber. - falou, entrando na casa.

   - E esse lugar? Onde nós estamos.

   - A mamãe acaba de comprar essa casa em Falling Stars.

   - Okay, que eu estamos em Falling Stars eu já sei - disse me lembrando da quantidade de gatos em que eu esbarrei pelo caminho. - E quem é aquele cara do castelo?

   - Aquele é Harry, o líder. - um nó se formou em minha garganta.

   - Harry? O gato da história? - eu comecei a gaguejar, como pude não notar? Obviamente ele tinha escondido as asas ou algo do tipo.

   - Já imagino, você gritou com ele né?

   - Talvez.

   - Mariana... - ela colocou uma mão no rosto. Achava que ela ia começar uma lição de moral, mas ela apenas soltou um riso baixo e falou - Mona, você tem que ser mais diplomática.

   - Mas eu nem sabia quem era ele? E se fosse um sequestrador que quisesse vender meu rim no mercado negro? Eu ia ficar lá parada? - Eu resmunguei empurrando minhas caixas pela escada.

   - Acho que isso seria meio impossível aqui, esse é um lugar bem seguro.

   - E outra coisa, por que vocês não me acordaram? - eu reclamei. Dani carregava uma caixa pela escada.

   - Você precisava descansar, o efeito da poção foi bem forte em você.

   - Poção? Que poção? - chegamos no fim da escada, empurrando as caixas para os quartos.

   - Depois você se lembra. - ela falou - e eu não fiquei lá por que a mamãe me obrigou a vir aqui ajudar com as malas e caixas.

   - Ah. - comecei a abrir uma caixa - e o nosso pai? Está aqui também?

   Ela concordou com a cabeça. - ele está na casa dele. A noite vamos lá vê-lo.

  Apenas continuei abrindo as caixas em silêncio. E assim passou o dia, sem nenhum Harry para atrapalhar minha vida, apenas minhas coisas encaixotadas, uma casa um tanto sinistra, uma mãe cabeça-quente, uma irmã implicante, um pai estrangeiro e eu, finalmente, alguém que eu posso entender, que sou eu mesma.

  Continua?

2 comentários:

  1. MEOL DEOLS a Mari pirou tadinha~ kkkkkk O QUE ACONTECEU CMG??? socorr aqui Jesus~ Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Loucura, grego? Alemão? Japonês? Se a Mari ver anime irá entender pelo o menos Yo e Sayonara kkk

    Continua! Lol~

    ResponderExcluir