sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Novas

Uma boa e má notícia,
Boa: eu estou arquivando "Pintando Poder" no Nyah Fanfiction, e o capítulo 4 está quase pronto e trarei duas novas personagens!
Má: Eu não vou mais traduzir para o inglês, mas você pode copiar e colar no Google Tradutor! E tambem não postarei mais no blog
Você pode ler aqui: http://fanfiction.com.br/historia/555550/Pintando_Poder/

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pintando Poder - Capitulo 3

Leia em inglês: *Em breve*
Leia no Nyah!: *Em breve*
NOTAS: voltei! Bem, esse capítulo é bem especial, pois marca o aparescimento de personagens importantes na história. Primeiro, al última coisa que quero que pensem é que isso é uma fanfiction de colegia. Não, so queria usar esse capítulo para mostrar um pouco a maneira de agir de cada um deles.
Bom, os personagens pertencem à:
Sombra: http://scottiepippen.deviantart.com
Mousset: http://shinystarz.deviantart.com
Mayoko: http://ace-midnight.deviantart.com
Bolt: http://hawkshadowkitty.deviantart.com
Ventus: http://ventusonha.deviantart.com
Umbreona pertence à minha amiga Ingrid (não possuí DA)
Viviane pertence à própria Viviane :v (não possuí DA)
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Boa Leitura!:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

   Eu havia me lembrado de tudo. Realmente, Harry ainda deve estar me ameaçando mentalmente, mas a culpa não é minha se eu fiquei com amnésia, é justamente daquela poção dele.

   Bem, até aí, tudo estava ocorrendo perfeitamente bem, eu me isolava ao máximo pois ser decapitada em público não está nos meus planos. Minha mãe continuava a mesma, construiu uma vida nova e um tanto melhor do que aquela que tínhamos no meio dos humanos. Minha irmã também, ela começou a sair mais, já tem até novas amigas e amigos. Ela é uma pessoa bem extrovertida, ao contrário de mim, sabe simpatizar bem e sempre foi rodeada de amigos e de garotos que queriam ficar com ela. Eu sempre fui mais reservada, não tinha muitos amigos na Terra, além de que eles não duravam.

   Agora a notícia ruim é que eu vou ter que me enturmar com esse gatos. Estamos aqui à apenas um final de semana e sinto que já desconfiam de algo. Outra má notícia é que minha mãe nos matriculou numa escola mesmo depois deu ter pedido para contratar um professor particular, sabe, mal posso esperar para apanhar de novo (ironia).

   Voltando a história, eu estava dormindo normalmente. Era a manhã de uma tediosa segunda-feira. Primeiramente, meu despertador tocou. 6:00 da madrugada, eu queria dormir mais.

   Me espreguicei na cama enquanto amaldiçoava mentalmente o alarme, então, tomei coragem para levantar o braço e desaciona-lo. Falei um simples "dane-se" para tudo e revirei na cama, tentando voltar a dormir, mas alguma coisa, ou melhor, alguém começou a cutucar meu ombro.

   - Ei, Mona, acorda. Nós vamos nos atrasar. - reconheci a vos da minha irmã. Cobri meu rosto com o cobertor.

   - Mais cinco minutos... - eu voltei a me revirar na cama, tentando encontrar uma posição confortável.

   Ouvi Dani bufar e se afastar. Aos poucos, ouvi os passos dela voltando.

   - Ultima chance. - falou.

   - Ainda quero meus cinco minutos.

   - Vai ficar querendo. - ela começou a rir. No início não entendi muito bem, mas então levei um susto ao sentir água gelada sendo jogada no meu rosto. Dani ria escandalosamente da minha reação, então saiu correndo do meu quarto.

   - VOLTE AQUI SUA VELHA! - levantei num pulo, rapidamente enchendo as mãos de água e correndo atrás de minha irmã.

   Primeiro, eu encontrei ela jogada na cama, ainda rindo da minha cara, quando eu joguei toda a água que estava na minha mão em sua face. Ela me empurrou para longe, quando eu estava começando a rir também. Nós começamos aquelas brigas típicas de socos fracos entre irmãos, até que ela me prendeu na parede, impossibilitando meus movimentos.

   - Peça desculpas por jogar água em mim! - ela ordenou, ainda rindo.

   - De jeito nenhum! Isso que dá me acordar desse jeito - eu continuei rindo me debatendo.

   - Ah é? - ela começou a imitar um cuspe, eu comecei a me assustar.

   - Desculpa! Desculpa! Desculpa! - eu comecei a implorar, com medo que ela cuspa no meu rosto. Ela me soltou e sentou na cama rindo, e me sentei rindo também.

   - VOCÊS QUEREM CALAR A BOCA?! - minha mãe delicada praticamente arrombou a porta, com cara de poucos amigos e com seu ótimo humor matinal - EU PEDI PARA VOCÊ ACORDAR SUA IRMÃ, NÃO A VIZINHANÇA INTEIRA! - ela fechou a porta com a mesma delicadeza.

   - Viu? Se você tivesse acordado quando eu pedi isso não teria acontecido. - minha irmã se levantou, escondendo o riso enquanto ia se ndarrumar.

   - Se você não tivesse me acordado desse jeito isso não teria acontecido. - fui me arrumar.

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   Eu andava com a minha irmã pelas ruas, segurando a mão dela, em direção a escola. Aqui não usavam carros, apenas para transportes públicos, como metrô e de vez em quando um ônibus. A neve já começara a se acumular e o frio a congelar nossas veias, completamente diferente do dia que eu cheguei aqui.

   Paramos na frente de um edifício enorme, um pouca afastado das casas. Vários gatos andavam pelo jardim da frente, já começando a se enturmarem para o começo do ano.

   - Aqui estamos. - Daniella sorriu.

   Sem ter o que responder, eu soltei sua mão e nós entramos na escola, felizmente sem ninguém nos olhar de maneira rude. Passamos pelo restaurante, que estavam servindo café para que ninguém durma durante a aula, aproveitamos para pegar um pouco para nós. Percorremos nosso caminho normalmente até chegarmos ao segundo andar eu corri para o armário que eu havia recebido quando fiz a matrícula enquanto minha irmã esperava para nos despedimos. Coloquei os livros que não ia usar hoje de acordo com meu horário de aula. Estava tudo indo perfeitamente bem, mas perfeito até demais. Quando fechei o armário, ainda bebericava meu café, me virei para ir em direção a minha irmã mas uma gata de pelo branco liso e olhos cinzas me parou. Ela conversava com outras três garotas, uma tinha o pelo preto e os olhos esverdeados, a outra tinha o pelo castanho claro e manchas brancas com os olhos roxos, e a ultima tinha o pelo cinzento e um olho laranja e o outro verde queimado. Todas elas conversavam animadamente, impedindo minha passagem. Comecei a olhar para o rosto da gata do pelo branco, esperando que ela perceber que eu não conseguia passar por causa dela.

   - Você... Poderia me dar licença por favor?... - tentei expulsar o máximo o possível minha timidez e consegui perguntar baixo, mas o suficiente para que ela ouça e que me olhe com o olhar assustador. Me encolhi, desejando ter desistido e aberto espaço na multidão.

  No fundo, minha irmã observava tudo atenta.

   - E quem é você, criatura horrenda? - ela disse com desgosto, olhando pros meus olhos e dentes humanos. - argh, você é o que? Um experimento de um laboratório que explodiu ou uma falha de aborto?

   Aquilo acertou em cheio. Essas palavras são tais que me lembram coisas passadas que eu preferia esquecer. Senti um tanto de tristeza, mas não me deixei levar. A multidão começou a olhar para nós, esperando uma briga. As três garotas atrás dela riram. A raiva começou a me controlar.

   - Pelo menos comigo tem cura. - falei - Contigo, nem nascendo de novo.

   A multidão começou a rir e a gritar "briga!", minha irmã sorriu ao ouvir minha resposta.

   A garota sussurrou algo inaudível para as suas amigas, que apenas concordaram. As três felinas começaram a se aproximar. Eu não estava gostando daquilo. A multidão atrás me impedia de ver minha irmã. Duas das garotas me seguraram pelos braços, foi quando eu notei o que estava acontecendo, comecei a me debater tentando me soltar daquelas duas e tentando não derrubar meu café. A ultima veio o por trás e me segurou pelo pescoço, me impedindo de respirar. Me perguntei qual era a necessidade daquilo. A que me xingou começou a correr em minha direção com o punho levantado, notei que eu ia voltar para casa com o nariz sangrando de novo! mas quando ela estava a um passo de distancia ela foi segurada por trás por um vulto, que eu logo identifiquei sendo minha irmã.

   - Escute, vaca, nem pense em tocar na minha irmã ou eu vou tocar em você. - Dani disse com brutalidade, assustando a garota, que depois lançou um olhar cruel a ela. Ela lançou o mesmo olhar para as outras gatas que me seguravam, que logo se assustaram e saíram.

  - Parece que agora a aberração precisa da irmã para proteger ela. - a garota metida sussurrou meio alto demais para as amigas, rindo da situação - como ela é fraca.

  - ELA NÃO É FRACA! - Daniella gritou, chamando a atenção de todos - ela é só um ser civilizado, ao contrário de você! - e apontou para a garota, com a raiva borbulhando em seus olhos.

  Sem responder, a felina começou a bater em minha irmã, que tentava proteger o rosto com os braços. Eu me assustei, não queria ver minha irmã machucada por uma covarde. Sem pensar duas vezes, eu entrei na briga.

   - Ei! - gritei enquanto virava a garota bruscamente pelos ombros, ela me olhou confusa, mas por pouco tempo, antes de eu jogar o resto (que era muito) do meu café quente no rosto dela. A garota começou a se contorcer de dor pela queimadura.

  - E-eu vou est-tar a s-sua espreita-a! - ela gritou se afastando, correndo ao banheiro em busca de água fria.

  - Mona, corre. - Dani falou baixo, antes de pegar minha mão e sair em disparada, ignorando os olhares dos felinos ao nosso redor.

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  A aula havia acabado de terminar, tendo, como sempre, a ultima aula Educação Física, a matéria na qual eu sou a pior. Eu passei o recreio sozinha, fugindo a garota do café. Já minha irmã ficou com umas pessoas com quem ela se enturmou. Eu saí da enfermaria, com um gelo na cabeça e alguns hematomas no rosto. Sabe como é, aquela garota aproveitou que eu sou horrível em esportes e colocou a sala toda contra mim no futebol. Eu e Dani íamos ficar na escola para almoçar. Peguei meus livros, joguei eles rapidamente para não ter que olhar para a cara daquela felina e corri para o restaurante da escola.

   Era possível ver minha irmã me esperando na entrada, conversando com uma nova amiga dela. Cheguei perto dela e Dani se despediu da garota, entrando nos restaurante.

   Aproveitei que já havia pego minha comida e fui pegar um suco de abacaxi, ao lado de minha irmã. Íamos conversando normalmente até a mesa, quando eu esbarrei em alguém, deixando meu suco de abacaxi cair em seu casaco.

   Para piorar era um garoto, ele tinha o pelo dourado e liso, um olho vermelho, que me assustava, e o outro azul, que mostrava um pouco de simpatia. Ele usava óculos, que agora estavam tortos por causa da nossa batida, e possuía asas iguais a de Harry, só que ao invés de serem escuras e com características de morcego, eram brancas e tinham penas. Ele olhou para o casaco manchado com o suco.

   Eu tinha que parar de ser desastrada urgentemente.

   - M-me desculp-pe... - tentei falar, gaguejando e me preparando para outro ataque de fúria igual ao da felina nervosa - e-eu não quis...

   - Não tem problema. - ele deu de ombros e tirou o casaco, segurando-o com um braço. - se quiser eu te pago outro...

   - NÃO! - eu falei meu alto de mais, tapando minha boca. Por um momento ele ficou parado, estático, com os pelos eriçados e os olhos em fendas. Achei que fosse pelo meu tom de voz, mas depois notei que ele olhava para meu rosto, meio assustado.

  - Vocês duas têm... Traços humanos... - ele se afastou um pouco, desconfiado. - e hematomas. Ah, você é a garota que sempre leva boladas no rosto na aula de Educação Física?

  -Eu sei e eu sei. - falei meio baixo. Minha irmã começou a puxar meu braço para longe dele. Cerrei os dentes por me lembrar daquilo - e sim... Sou eu...

  - Só peça desculpas e vamos sair daqui - ela sussurrou em meu ouvido.

  - Então... Desculpa... - eu fui andando até a mesa, com minha irmã me puxando fortemente pelo braço e com um rosto irritado. Me perguntei o por que daquilo.

  - Não se misture com aquele cara. - ela disse, e logo entendi o que ela estava pensando. Ele provavelmente não se deixaria levar por um simples "eu sou apenas uma gata que sofreu uma mutação".

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  Meus outros dias na escola passaram tranquilos, tirando pelos intervalos da aula onde eu tinha que fugir de Íris e na Educação Física onde eu sempre voltava com um hematoma novo. Sim, eu descobri que o nome daquela garota que eu joguei o café na cara era Íris.

  Era outro dia normal, eu estava no recreio, desenhando qualquer coisa que refletisse meus pensamentos. Estava em um lugar tranquilo, em paz, sem ninguém cochichando ao meu lado e nenhuma Íris para tentar se vingar. Estava perfeito, apenas eu, meus desenhos e meus pensamentos. Esbocei um sorriso no rosto por ter um dia sem perseguições na escola. Dei um suspiro cansado e...

   - BOM DIA! - uma voz feminina gritou atrás de mim, me dando um susto e me fazendo cair da cadeira em eu estava sentada - Eu te assustei? Irado! Eu te assustei! Não pensava que você levava sustos tão facilmente! Eu estive te observando desde que você jogou o café na cara da Íris! HAHA! Aquilo foi tão épico! Tenho tudo filmado! Descobri que você gosta de desenhar! Eu também gosto de desenhar! Você está sempre desenhando então... Bom, afinal, eu tenho umas amigas que também gostam de desenhar! Você está precisando de amigos! E de um sorriso, tire essa cara emburrada e sorria! De qualquer jeito, você desenha bem. Eu também! A Ventus, a Mouse, o Sombra, o Mayoko, a Bolt e a Viviane também desenham muito bem! Elas ainda não te conhecem, mas queria que conhecessem. Então, quer conhecer nosso grupo? - ela falou isso tudo pulando ao meu redor enquanto balançava a cauda e sorria.

   - Q-quem é v-você? - eu perguntei, ainda assustada com alguém querendo se relacionar comigo.

   - Eu sou Umbreona! - ela sorriu, esticando a mão para me ajudar a levantar. Ela tinha o pelo médio, liso e preto com listras azuis florescentes. Seu olhos também eram azuis, um pouco mais escuros que as listras - e você é Marquarida, certo?

   - Er... Meu nome na verdade é Mariana.

   - Mariana? Então, vamos lá, Mar. - ela saiu correndo pelos corredores da escolas, para uma sala grande bem iluminada, repleta de estantes imensas com livros de estudos e mesas amplas. Uma biblioteca. Não deu nem tempo de eu observar alguns livros antes dela me puxar para a parte de cima do lugar, me fazendo tropeçar na minha própria cauda enquanto subia as escadas - você vai gostar deles, eu juro!

   Ao chegarmos no andar de cima, me deparei com uma mesa grande que se estendia na frente de uma janela, onde tinha a vista ao parque. Sentados ao redor da mesa, tinha diversos gatos, que pareciam ser do grupo dela.

   - AÍ GALERA! - ela gritou, correndo até os felinos, que a receberam com um sorriso no rosto - Conheçam a Marquarida...

   - Mariana... - sussurrei.

   - Okay, Mariana. Conheçam a Mariana! Ela veio ver o nosso grupo!

   - Eai?! - um garoto de pelo alaranjado comprido com manchas vermelhas, pretas e cinzas e os olhos azuis veio me cumprimentar primeiro. Ele tinha uma coisa estranha na ponta da cauda. - eu sou Mayoko. Prazer! - ele disse divertido, fazendo um toca aqui comigo. Eu apenas dei um sorriso amarelo, minha timidez travando minha língua.

   - Olá! - uma garota amarelada, com o pelo da cabeça acastanhado e olhos vermelhos misturados com verde queimado se apresentou, ela sorria de maneira simpática e educada para mim. - Eu sou Ventus - ela continuou - pode sentar-se.

   Apenas concordei com a cabeça e sentei, nervosa demais para pensar direito.

   - Eu sou... - um garoto com o pelo manchado de preto, amarelo e branco com os olhos verdes ia começar a se apresentar, mas Umbreona o cortou.

   - Eu que apresento a cambada! - ela tapou a boca do gato que estava sentado ao meu lado - esse é o Sombra - ela apontou para o mesmo garoto. Que acenou para mim com a mão - aquela é a Mouse - ela apontou para a garota cinzenta com o pelo comprido e os olhos azuis gélidos que estava sentada ao meu outro lado, ela sorriu amigavelmente.

   - Meu nome é Mousset... - ela falou sem graça.

   - Mas nós preferimos te chamar de Mouse - Umbreona voltou a apresentar os outros - aquela é a Viviane - ela apontou para uma garota de pelo loiro e olhos roxos. Ela olhou para mim e gritou algo que parecia um olá. - e essa é Bolt - ela apontou para uma gata com o pelo branco listrado de amarelo e preto, os olhos cor de âmbar brilhantes.

  - Oi novata. - ela se apresentou diretamente, mas dava para sentir a simpatia em sua voz.Demorei um pouco para entender o que ela estava falando por causa de seu sotaque americano rápido e meu inglês influente.

  Tenho que admitir, conversei um pouco com eles e já os considerava pessoas, quer dizer, gatos bem amigáveis. Eles costumavam ficar até depois do final da aula para almoçarem juntos e interagirem um pouco, depois iam juntos para suas próprias casas ou às moradias de alguém. Realmente estava gostando deles, mas era difícil falar com Viviane, ela parecia meio emburrada as vezes.

  Tentei falar um pouco com ela, apenas para saber o que havia de errado.

  - Ei... Vivi... - eu cutuquei seu ombro, timidamente, ela virou o rosto e me olhou irritada.

  - O que houve?

  - Por que você está assim? - perguntei, pensando em desistir de falar com ela.

  - Por quê? - ela soltou um riso sarcástico - dois motivos, primeiro, olhe o que eu estou vestindo - ela tinha até um tanto de razão. Ela vestia um vestido rosa choque, bordado com laços minúsculos e purpurina. - minha mãe me fez vir para esse lugar com essa cara de Barbie de garota de três anos.

   - Faz sentido - eu falei, lembrando da cena na minha cabeça - sabe, quando eu te vi pela primeira vez imaginei que você era alguém que saltitava em campos de flores enquanto cantava músicas polonesas vestindo roupas de princesas. - eu ri silenciosamente me amaldiçoando pelos meus pensamentos.

  - O que tem de errado contigo? - ela começou a rir. - segundo motivo, estou com fome. Eu amo comida, mas ainda falta muito para a hora do almoço.

  - Hum. - tentei pensar que aquilo era normal - o que você gosta de desenhar?

  - Desenhar? O máximo que eu faço são gatos de palitos mal-feitos - ela riu - sou tipo uma intrusa aqui. Fico com eles que são meus amigos.

  - Oh. - suspirei - há algo mais que você goste de fazer?

  - Sei lá, cozinhar talvez?

  - Cozinhar... - eu senti um nó na garganta, justamente a última coisa que eu sei fazer. - eu... Sou horrível na cozinha...

  - sério? Não deve ser tão ruim assim.

  - Eu explodi meu miojo.

  - É tão ruim assim.

  - Alguém falou em miojo? - Ventus surgiu do nada atrás da gente. - eu soube que vai ter miojo no almoço. Esse é o melhor dia da minha vida!

  - Não liga, ela é viciada em miojo. - Viviane cochichou.

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   Passei o resto do dia com aqueles felinos, que agora são meus amigos. Passamos o dia fazendo o dever de casa, jogando, conversando, entre outras coisas. Nenhuma Íris voltou para tentar me atormentar, mas nem pensei nela. Tinha coisas melhores para fazer.

  A noite já estava em casa, vendo TV ao lado de minha irmã. Estava começando a aceitar o fato de viver entre os gatos.

  A nossa aventura começou quando eu e Dani disputávamos o controle remoto e de repente a campainha tocou. Minha irmã abriu as portas, sendo saudada por Harry, que estava com os pelos arrepiados e já não usava mais a tala em sua asa.

  - Boa noite - ele limpou a garganta, minha mãe apareceu para cumprimenta-lo - Eu tenho uma boa ou má notícia para vocês.

  - Qual? - minha mãe foi direto ao ponto.

  Ele cobriu parte do corpo com as asas, suspirando - faz um tempo desde que vocês chegaram aqui que eu e meu povo estivemos sofrendo ataques e ameaças dos exilados da Floresta das Trevas - ele começou a andar em círculos - lá é onde alguns criminoso que fogem se abrigam, achamos que estava tudo bem entre nós, nós não atacamos eles e eles não nos atacam, mas recentemente eles ganharam uma nova líder... - ele engoliu em seco - ...Sophie... Ela mexeu nos meus experimentos quando era uma criança e agora tem poderes desconhecidos. Ela está se aproveitando deles para tentar tomar meu lugar. O motivo é desconhecido ainda, mas não posso deixar que isso aconteça. - ele olhou para eu e para a minha irmã - preciso de líderes temporários, apenas para proteger nossas fronteiras por suas semanas, que de acordo com nossas informações será quando a patrulha de Sophie vai atacar.

  - E...? - Minha mãe continuou, desinteressada.

  - Eu quero que Daniella seja a líder do exército. - minha irmã se espantou - apenas por duas semanas. Eu ví seu histórico no mundo humano e você tem potencial para isso. Você faria esse favor?

  - Eu...Líder...De...Um...Exército?... - Minha irmã segurou minha mão fortemente. Eu ainda continuava espantada, no lugar.

  - Sim, eu lhe ofereço o treinamento adequado. - ele olhou para ela preocupado.

  Nesse momento, senti o meu sangue congelar. Tudo o que eu podia pensar era: "diga que não, diga que não, diga que não...", mas ela pareceu se interessar pela oportunidade, já eu imaginava criminosos armados avançando para uma humana indefesa.

   - Sim, eu aceito. - ela respondeu, abrindo um sorriso. Harry suspirou, aliviado.

   - Sábado eu virei busca-la. Muito obrigada. - ele saiu de casa, sem dirigir uma palavra à mim.

   Agora eu tinha um irmã com duas vezes o risco de morte garantido. Só eu parecia me importar com esse detalhe. Criminosos, loucos, tentando, matar, minha, irmã. Minha mãe ficou orgulhosa, dizendo palavras da qual eu não prestei atenção em quais eram. Minha irmã foi logo dar a notícia ao meu pai pelo telefone.

   Senti o ódio crescendo em meu peito.

   O otimismo deles de acharem que tudo irá acabar bem.

   Mas eu não sou igual a eles.

   Eu não iria ficar parada assistindo uma pessoa morrer.


Continua?