quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Pintando Poder - Capítulo 4 - Incompleto

NOTA: Bem,isso nunca será traduzido ao inglês nem postado no Nyah! ^^' eu tinha terminado esse capítulo mas meu computador me ama e resolveu desligar na hora que eu ia salvar :P isso foi tudo o que eu encontrei, provavelmente tem muitos erros de ortografia que eu deixei de corrigir e algumas partes mal-escritas, sem contar que está incompleto, mas no final eu farei um resumo de tudo o que aconteceu no final e vou fazer tudo detalhadamente no comic! Pois bem, boa leitura~

 Parece que quando menos queremos, é quando tempo passa mais rápido. Sexta-feira já havia acabado dando vez ao sábado, o dia de partida da minha irmã.

  Era de manhã, ela havia me acordado pedindo ajuda para terminar de arrumar as coisas dela. Sem protestar, tive que ir. Ela fez umas cinco malas, a maioria apenas com kit de emergências e essas coisas. Tive que me segurar para gritar um simples "Não vá, eu não quero que você seja machucada", mas apenas pensando na bronca que eu levaria, calei a boca.

  Ao final da tarde, meu pai e eu estávamos na porta, esperando Harry chegar. Ele parecia ter os mesmos pensamentos que eu, com medo de perder ela. Chegamos até a conversar sobre como parar minha irmã, mas ela e minha mãe estavam empolgadas como assunto.

  As vezes noto que, por aparência, eu realmente me pareço mais com minha mãe, com cabelos castanhos e ondulados. Já minha irmã se parece mais com meu pai, com os mesmos cabelos lisos e pretos, mas os do meu pai já estavam ficando cinza por conta da idade. Nós duas temos os olhos de meu pai, que é um castanho-tão-escuro-que-parece-preto, o rosto também. Mas levando em consideração à personalidade, eu sou uma cópia de meu pai. Somos dois reservados, preocupados, gostamos de ler os mesmos livros, somos mais calmos e desastrados, entre várias outras coisas. As vezes ele diz que vê a si mesmo em mim. Já minha irmã é igual á minha mãe, tirando que minha mãe fala (muito) palavrões e que minha irmã costuma ter o humor melhor que o dela. Mas as duas são cabeças-que te que perdem o controle facilmente, aberto, sinceras (até demais) e dizem ser diplomáticas, mas só sabem comprar briga.

  De qualquer jeito, eu amo e sempre amei as duas, por mais que eu me chateio muito facilmente com elas. Minha mãe é tipo uma irmã para mim, já minha irmã é como uma mãe. Certo que às vezes essas posições trocam.

  Voltando a história, minha irmã pulou para fora da casa com as malas, sendo ajudada pela minha mãe. As duas conversavam animadamente sobre como seria ficar duas semanas liderando um pequeno exército da fronteira. Eu e meu pai nos entreolhamos, entendendo o pensamento de preocupação do outro. Ele virou para mim, sério.

   - É melhor deixarmos que ela siga a vida dela. - ele falou, em espanhol, óbvio - Ela já é grande, tem seus próprios planos. - suspirou - Só me prometa que não vai fazer uma de suas loucuras e ir atrás dela. - ele riu, com seu senso de humor.

   - Tá... Eu prometo... Eu acho... - falei pausadamente.

   Continuamos vendo as duas mulheres colocando a mala na frente e se sentando para conversar.

   - Você... Você quer ir com ela, né? - meu pai perguntou.

   - Eu só quero proteger minha irmã - suspirei - e provar que eu não sou inútil... Fala sério, até Harry acha isso de mim... - falei essa parte mais baixa, com a intenção dele não ouvir.

   - Quando foi que eu disse que você é inútil? - meu pai passou o braço pelo meu ombro, me puxando para um abraço - quem fala isso são os outros, são pessoas que... Bem, deixe eu te explicar - nós dois sentamos - para se construir um prédio, você primeiro precisa de uma base, certo? - concordei com a cabeça - bem, desde que eram crianças, as pessoas que falam ou falavam isso para você, ou que ao menos te tratavam assim, são pessoas que tiveram algum defeito nessa base, o que danificou a estrutura do prédio. Isso significa que essa base teve impactos com o futuro da pessoa, fazendo-a pensar assim de você para que você se sinta inferior e que ela se sinta superior. Você entendeu?

   Concordei - mas e se eu quiser refazer essa estrutura? Eu sou capaz disso!

   Meu pai sorriu - eu sei que é, mas para você refazer essa estrutura você primeiro tem que mudar a base. Você pode modificar a estrutura, esticá-la, pintá-la, quebrá-la, mas nunca ficará perfeito. Mas se quiser fazer algo extravagante, terá que retirar o prédio desde a base, e recomeçar passo a passo, o que vai custar caro.

   -Hum... - olhei para o céu. Por incrível que pareça, essa é uma conversa normal entre nós. O nome do meu pai é Milton, gostamos bastante de refletir sobre essas coisas juntos. Eu considero meu pai um tipo de exemplo para mim, ele é inteligente e sábio, me ensina tudo o que pode e que não pode, e é uma das poucas pessoas que tem orgulho de mim. Mas eu gosto disso, se ele é uma minoria dessas tais pessoas, eu tenho certeza de que não é uma minoria falsa. Bom, ele é médico, para ser mais exato, cirurgião geral. Às vezes nos tempos livres nos sentamos com um livro de medicina e ele me explica algumas coisas mais básicas, para que eu vá entendendo de pouco em pouco, bem, somos duas pessoas de pensamentos divagarem, mas, exatos.

   Meu problema é que eu sou horrível em me socializar. Fico nervosa e não consigo expressar o que eu penso ou sinto, acabo falando besteiras, exagerando, bancando a burra idiota, repetindo palavras ou falando coisas nada haver com a outra, por isso, prefiro escrever, tenho tempo para pensar em que palavras usar e como fazer que a pessoa entendesse de verdade o que se passa pela minha mente.

   Vou parar de usar essa história para explicar como eu sou (bem, por enquanto), e vou me focar mais no que acabara de acontecer.

   Eu e ele ficamos observando o pôr-do-sol no horizonte, quando ouvimos uma trombeta tocar várias vezes. Era a hora. Fomos andando até a rua principal, que dava direto ao castelo de Harry, o lugar onde eu fui parar quando me transformei nesse ser. Na frente do exército, Harry andava pela rua com as asas esticadas, s multidão aberta que se encontravam em nas laterais. Ele andou até um ponto, onde virou e subiu em uma rocha misteriosa, ficando de frente com seu povo, ele se sentou e as trombetas cessaram.

   - Hoje iniciaremos a defesa da fronteira. - ele começou, com a vos alta e clara - Parte de nossa patrulha ficara pelas fronteiras, em defesa. Temos 98% de segurança dentro de nosso território garantida. - e tossiu - a patrulha de defesa ficará em seus devidos lugares, já, as patrulhas de exploração, que descobrirão a causa dos ataques e da vontade pelo trono, será liderado por Daniella. - ele lançou um olhar para a minha irmã, que sorriu orgulhosa. Senti um frio na barriga - peço que você me siga depois desta reunião. - ele retomou o assunto - foram instaladas câmeras que filmarão as cenas, que serão passadas na tevê e no telão a partir das 08h00min da noite. Eu irei com os exércitos e comandarei de longe. Por enquanto não há o que temer.

   As trombetas tocaram novamente, iniciando o final da reunião. O exército começou a marchar pela floresta em direção à fronteira. Harry, ao invés de guia-los, ficou parado, esperando minha irmã, ignorando os aplausos dos gatos.

   - Tchau mãe, tchau pai! - minha irmã deu um abraço rápido neles.

   - Se cuida, Daniellita. - meu pai deu um beijo em sua testa.

   - Até logo querida! - minha mãe sorriu no seu raro bom-humor, que infelizmente não durou para sempre - Você já pegou seu casaco? Você não pode esquecer o casaco, está frio, em? Aproveita e leva dois. - minha mãe entregou o seu agasalho para a minha irmã, parecendo nem sentir a neve em seus ombros. - não quero você gripada. - minha irmã deu um sorriso sem graça, aceitando o casaco. Olhe a ironia, para a minha ela está tudo bem Dani ir lutar com assassinos sedentos de sangue sem piedade que procuram vingança, mas não pode esquecer o casaco, pois pode pegar um resfriado. Minha mãe rapidamente virou o rosto para mim, com os olhos flamejantes - E você... - aquilo soou meio alto demais - já bebeu á-

   - JÁ, JÁ BEBI! NÃO ESTOU COM SEDE! Por favor, não me faça tomar outros três litros de uma vez! - implorei, praticamente de joelhos.

   - Hum... - ela pareceu analisar a situação - eu não te vi bebendo. - ela tirou uma garrafa de água seja lá da onde e começou a me fazer tomar tudo de uma vez. De novo.

  Depois de um minuto convencendo minha mãe que eu já tinha ingerido algum líquido, foi minha vez de me despedir da mina irmã.

  - Tchau, pirralha. - ela bagunçou meu cabelo - você pega o conteúdo das minhas aulas com minhas amigas para mim?

  - S-sim! Pode deixar! - tentei ser o mais natural o possível - ei Dani... - ela me olhou, confusa - você promete voltar, certo?

  Ela riu, me abraçando fortemente - claro que sim, Mona. - ela deu um beijo em minha testa - vou sentir sua falta.

   - Eu também... - falei baixo.

   - Estou indo, pirralha, se a Íris te irritar de novo pode me ligar que eu venho voando apenas para socar a cara dela, certo?

   - Certo. - sorri, pela primeira vez no dia. Fizemos nosso toque que temos desde que eu tinha cinco anos como uma despedida.

   - Até mais... - ela começou a seguir Harry, se afastando, senti meu coração doer nesse momento. A cada passo que ela dava era mais um caminho ao perigo. Mas não podia fazer nada, por enquanto.

   Aos poucos, junto ao sol, ela se pôs.

   Eu havia ido dormir na casa de meu pai, esperando conversar sobre o assunto com ele e ler um pouco de medicina. Ele parecia mais tranquilo, como se tivesse se acostumado com a ideia da própria filha arriscando a sua vida. Mas isso já não era o que mais me incomodava, o que eu estava pensando era, por que Harry apenas dirigiu-se para a minha irmã e me ignorou completamente? Por que a minha mãe é mais protetora comigo e confia mais na minha irmã? Será que os outros me consideram tão fraca assim?

   - Pai, - parei ele – você me acha fraca?

  -E-eu? Não! – ele pronunciou num espanhol gaguejante – eu não te acho fraca, por quê?

  - Porque... – suspirei, pensando se eu realmente devia falar aquilo – porque todos preferem a Dani.

  - Não é que a preferimos – ele sorriu – é que ela é mais velha, tem mais conhecimento e habilidades, além do mais, é uma ótima pessoa! É extrovertida, extravagante, bonita, estudiosa, sabe jogar vôlei, dança balé, nada bem... – e ele começou a dar uma lista de coisas em que ela é melhor que eu, uma lista que nunca ia acabar se eu não tivesse o interrompido.

   - Tá pai, eu já entendi o que você quis falar. – falei secamente, começando a dar passos rápidos para chegar mais rápido em casa. Não lancei nenhum olhar para ele.

   Abrimos a porta, eu estava indo direto para meu quarto para não ter que olhar para o rosto dele, sentido uma inexplicável raiva, mas meu pai me parou.

  - O que você quer comer? – Ele disse, me chamando para ir para a cozinha.

  - Nada. – bufei – estou sem fome.

 Eu já estava me virando para seguir meu caminho de volta ao meu quarto, mas ele me parou de novo.

   - Ouça, a última coisa que eu quero é que você sinta raiva de Dani por causa disso – seu sotaque peruano começou a irritar meus ouvidos, não sei por que, eu nunca senti raiva disso nele – meus irmãos também às vezes se mostravam serem melhores que eu em algumas coisas.

   - Para você, dizer isso é fácil – reclamei – você é o irmão mais velho, você podia mandar neles quando quisesse, e ainda era o preferido.

   - Não era bem assim – meu pai começou a se enrolar. Ele tentou disfarçar colocando água na panela para começar a preparar uma sopa – eu... Sua irmã... Tipo... Ela às vezes se mostra um pouco mais... Sabe... Forte...

   Aquele foi o meu limite – Então você prefere minha irmã TAMBÉM? – dei ênfase na palavra – então vá lá atrás dela, continue dando apelidos carinhosos para ela e esqueça-se de mim que nem os outros! – cuspi as palavras nele, corri para o meu quarto no segundo andar e me tranquei-me. Fingia que não ouvia meu pai do outro lado da porta, pedindo para que eu abrisse.

  Suspirei e apoiei minha testa em meus joelhos, abraçando minhas pernas. O fato de minha irmã ser melhor que eu não significa que ela tenha que ser mais amada que eu. Todos sempre a preferiam desde que éramos pequenas. Isso sempre me deu um tanto de inveja que eu controlei por muito tempo.

  Não tinha vontade de chorar, nem de socar alguém. Não sabia o que queria, nem como provaria não ser uma inútil. Levantei-me e coloquei o ouvido na porta, meu pai já havia ido, talvez fosse terminar a sopa e depois ia voltar a tentar me chamar. Fui andando lentamente até uma janela, apoiei meus braços sobre ela e deitei minha cabeça, observando a lua. Ao longe, se via a Terra. Doce Terra que eu sentia tanta falta.

  Acabei perdida nos meus pensamentos, observando o luar. Eu tinha começado a me acalmar, comecei a pensar em fugir de casa e ir para a guerra, voltar de lá com um troféu e esfrega-lo na cara de todos. Dei um sorriso, pensando naquilo. Estava novamente, tudo tão calmo, tão relaxante...

   -BOA NOITE! – uma garota apareceu na janela, gritando alto o suficiente para me dar outro susto e me fazer cair no chão, tremendo – Eu voltei! Umbreona aqui! Haha! Você tinha que ver sua cara! – ela começou a rir descontroladamente, entrando pela janela.

   - Umbreona! – outra garota atrás dela apareceu, ela tinha os pelos loiros e olhos roxos. Era Viviane – Eu te disse para não assustar a garota, parece até que ela viu um cachorro! – ela pulou também pela janela, estendendo a mão para me ajudar a levantar.

  - O que vocês estão fazendo aqui? – me levantei, temendo – e como vocês sabem onde meu pai mora? E quem convidou vocês para vir aqui?

  - Bem, é uma longa história... – Viviane mexeu a orelha, desconfortável.

  - Estávamos na multidão quando vimos você triste e eu forcei Viviane a te seguir, viemos parar aqui e descobrimos que você mora aqui com seu pai – Umbreona começou a falar rapidamente, sem deixar vez para a outra falar – Ah, e nós nos auto convidamos.

   - Não. – Viviane começou – Você se auto convidou, eu só se segui.

  - Que feio – Umbreona começou a rir – aparecendo aqui sem ser convidada nem por você mesma!

   - Cale a boca! Foi você que-

   - Okay okay – separei as duas – olhem, eu não quero ser grossa nem nada, mas, eu acho melhor que você me deixem sozinho por hoje. – comecei a empurrar as duas de volta para a janela – muito obrigada pela preocupação e tal, e gostaria que avisassem ao grupo que eu vou ficar fora por... Duas semanas. – elas pararam – tenho uns assuntos para resolver

*Isso foi tudo o que salvou, mas aqui está o resumo: Umbreona encontra umas fotos da Mar humana e mostra para Viviane, as duas descobrem tudo e acusam Mariana, ela convence que de não é nenhum tipo de "humana má" e volta e ser sua amiga, ai ela explico o que planejava fazer fugindo e as duas resolvem ir com ela, chamando todo mundo sem sua permissão e mais três deles (novos personagens, "Angel" pela RosePetal, "Binku" da WildStripe e "Amanda" da minha amiga Isabel), então já vo revelando, o nome daquele gato que a Mar tinha derrubado o suco é "Simon" e ele vai apresentar seu irmão menor "Luke", a Bolt (da Hawky) vai apresentar o irmão caçula dela, o "Akira" e ia rolar altas tretas, desconfianças, o casal (no no caso é SimonxMar, mas os dois se odeiam huehue ou pelo menos apenas a Mar odeia ele, ou idiava, ou nunca odiou só tinha medo de admitir tais coisas hehe) então, eu juro que tinha ficado orgulhosa de mim mesma quando eu escrevi isso tudo mas esse computador lindo ferrou minha vida S2 também te odeio seu bugado <- nota pro meu pc. Well, espero que tenham apreciado pelo menos como seria a continuação ;-; vou fazer o cover do primeiro capítulo agora
bye~

domingo, 2 de novembro de 2014

Comic

Bem, eu tenho que me explicar hoje ^^'
Estive sem postar nenhum capitulo pois estou esperando o personagem de uma amiga, mas já já ela vai me mandar
E... Bem, eu não vou mais escrever a fanfiction, vou postar apenas o capítulo 4 e vai acabar. Bem, não para sempre, eu decidi transformar isso em um comic. Eu sempre quis fazer um de "PP".
Well, eu vou fazer desde o prólogo e vou continuar o capitulo 4, vai ser bom para mim ^u^
Enquanto eu não posto nada, vocês podem ler outra fanfiction minha de gatos Guerreiros que está em andamento: http://fanfiction.com.br/historia/366918/O_Poder_das_Estrelas/
Eu também pretendo escrever outras de Zero no Tsukaima e Hetalia. Talvez outras de Gatos Guerreiros e Percy Jackson
Se você quiser ler o comic: aqui está: http://marianapdlc.deviantart.com/art/Pintando-Poder-Prologue-COVER-492183208
Até mais û-û

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Novas

Uma boa e má notícia,
Boa: eu estou arquivando "Pintando Poder" no Nyah Fanfiction, e o capítulo 4 está quase pronto e trarei duas novas personagens!
Má: Eu não vou mais traduzir para o inglês, mas você pode copiar e colar no Google Tradutor! E tambem não postarei mais no blog
Você pode ler aqui: http://fanfiction.com.br/historia/555550/Pintando_Poder/

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pintando Poder - Capitulo 3

Leia em inglês: *Em breve*
Leia no Nyah!: *Em breve*
NOTAS: voltei! Bem, esse capítulo é bem especial, pois marca o aparescimento de personagens importantes na história. Primeiro, al última coisa que quero que pensem é que isso é uma fanfiction de colegia. Não, so queria usar esse capítulo para mostrar um pouco a maneira de agir de cada um deles.
Bom, os personagens pertencem à:
Sombra: http://scottiepippen.deviantart.com
Mousset: http://shinystarz.deviantart.com
Mayoko: http://ace-midnight.deviantart.com
Bolt: http://hawkshadowkitty.deviantart.com
Ventus: http://ventusonha.deviantart.com
Umbreona pertence à minha amiga Ingrid (não possuí DA)
Viviane pertence à própria Viviane :v (não possuí DA)
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Boa Leitura!:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

   Eu havia me lembrado de tudo. Realmente, Harry ainda deve estar me ameaçando mentalmente, mas a culpa não é minha se eu fiquei com amnésia, é justamente daquela poção dele.

   Bem, até aí, tudo estava ocorrendo perfeitamente bem, eu me isolava ao máximo pois ser decapitada em público não está nos meus planos. Minha mãe continuava a mesma, construiu uma vida nova e um tanto melhor do que aquela que tínhamos no meio dos humanos. Minha irmã também, ela começou a sair mais, já tem até novas amigas e amigos. Ela é uma pessoa bem extrovertida, ao contrário de mim, sabe simpatizar bem e sempre foi rodeada de amigos e de garotos que queriam ficar com ela. Eu sempre fui mais reservada, não tinha muitos amigos na Terra, além de que eles não duravam.

   Agora a notícia ruim é que eu vou ter que me enturmar com esse gatos. Estamos aqui à apenas um final de semana e sinto que já desconfiam de algo. Outra má notícia é que minha mãe nos matriculou numa escola mesmo depois deu ter pedido para contratar um professor particular, sabe, mal posso esperar para apanhar de novo (ironia).

   Voltando a história, eu estava dormindo normalmente. Era a manhã de uma tediosa segunda-feira. Primeiramente, meu despertador tocou. 6:00 da madrugada, eu queria dormir mais.

   Me espreguicei na cama enquanto amaldiçoava mentalmente o alarme, então, tomei coragem para levantar o braço e desaciona-lo. Falei um simples "dane-se" para tudo e revirei na cama, tentando voltar a dormir, mas alguma coisa, ou melhor, alguém começou a cutucar meu ombro.

   - Ei, Mona, acorda. Nós vamos nos atrasar. - reconheci a vos da minha irmã. Cobri meu rosto com o cobertor.

   - Mais cinco minutos... - eu voltei a me revirar na cama, tentando encontrar uma posição confortável.

   Ouvi Dani bufar e se afastar. Aos poucos, ouvi os passos dela voltando.

   - Ultima chance. - falou.

   - Ainda quero meus cinco minutos.

   - Vai ficar querendo. - ela começou a rir. No início não entendi muito bem, mas então levei um susto ao sentir água gelada sendo jogada no meu rosto. Dani ria escandalosamente da minha reação, então saiu correndo do meu quarto.

   - VOLTE AQUI SUA VELHA! - levantei num pulo, rapidamente enchendo as mãos de água e correndo atrás de minha irmã.

   Primeiro, eu encontrei ela jogada na cama, ainda rindo da minha cara, quando eu joguei toda a água que estava na minha mão em sua face. Ela me empurrou para longe, quando eu estava começando a rir também. Nós começamos aquelas brigas típicas de socos fracos entre irmãos, até que ela me prendeu na parede, impossibilitando meus movimentos.

   - Peça desculpas por jogar água em mim! - ela ordenou, ainda rindo.

   - De jeito nenhum! Isso que dá me acordar desse jeito - eu continuei rindo me debatendo.

   - Ah é? - ela começou a imitar um cuspe, eu comecei a me assustar.

   - Desculpa! Desculpa! Desculpa! - eu comecei a implorar, com medo que ela cuspa no meu rosto. Ela me soltou e sentou na cama rindo, e me sentei rindo também.

   - VOCÊS QUEREM CALAR A BOCA?! - minha mãe delicada praticamente arrombou a porta, com cara de poucos amigos e com seu ótimo humor matinal - EU PEDI PARA VOCÊ ACORDAR SUA IRMÃ, NÃO A VIZINHANÇA INTEIRA! - ela fechou a porta com a mesma delicadeza.

   - Viu? Se você tivesse acordado quando eu pedi isso não teria acontecido. - minha irmã se levantou, escondendo o riso enquanto ia se ndarrumar.

   - Se você não tivesse me acordado desse jeito isso não teria acontecido. - fui me arrumar.

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   Eu andava com a minha irmã pelas ruas, segurando a mão dela, em direção a escola. Aqui não usavam carros, apenas para transportes públicos, como metrô e de vez em quando um ônibus. A neve já começara a se acumular e o frio a congelar nossas veias, completamente diferente do dia que eu cheguei aqui.

   Paramos na frente de um edifício enorme, um pouca afastado das casas. Vários gatos andavam pelo jardim da frente, já começando a se enturmarem para o começo do ano.

   - Aqui estamos. - Daniella sorriu.

   Sem ter o que responder, eu soltei sua mão e nós entramos na escola, felizmente sem ninguém nos olhar de maneira rude. Passamos pelo restaurante, que estavam servindo café para que ninguém durma durante a aula, aproveitamos para pegar um pouco para nós. Percorremos nosso caminho normalmente até chegarmos ao segundo andar eu corri para o armário que eu havia recebido quando fiz a matrícula enquanto minha irmã esperava para nos despedimos. Coloquei os livros que não ia usar hoje de acordo com meu horário de aula. Estava tudo indo perfeitamente bem, mas perfeito até demais. Quando fechei o armário, ainda bebericava meu café, me virei para ir em direção a minha irmã mas uma gata de pelo branco liso e olhos cinzas me parou. Ela conversava com outras três garotas, uma tinha o pelo preto e os olhos esverdeados, a outra tinha o pelo castanho claro e manchas brancas com os olhos roxos, e a ultima tinha o pelo cinzento e um olho laranja e o outro verde queimado. Todas elas conversavam animadamente, impedindo minha passagem. Comecei a olhar para o rosto da gata do pelo branco, esperando que ela perceber que eu não conseguia passar por causa dela.

   - Você... Poderia me dar licença por favor?... - tentei expulsar o máximo o possível minha timidez e consegui perguntar baixo, mas o suficiente para que ela ouça e que me olhe com o olhar assustador. Me encolhi, desejando ter desistido e aberto espaço na multidão.

  No fundo, minha irmã observava tudo atenta.

   - E quem é você, criatura horrenda? - ela disse com desgosto, olhando pros meus olhos e dentes humanos. - argh, você é o que? Um experimento de um laboratório que explodiu ou uma falha de aborto?

   Aquilo acertou em cheio. Essas palavras são tais que me lembram coisas passadas que eu preferia esquecer. Senti um tanto de tristeza, mas não me deixei levar. A multidão começou a olhar para nós, esperando uma briga. As três garotas atrás dela riram. A raiva começou a me controlar.

   - Pelo menos comigo tem cura. - falei - Contigo, nem nascendo de novo.

   A multidão começou a rir e a gritar "briga!", minha irmã sorriu ao ouvir minha resposta.

   A garota sussurrou algo inaudível para as suas amigas, que apenas concordaram. As três felinas começaram a se aproximar. Eu não estava gostando daquilo. A multidão atrás me impedia de ver minha irmã. Duas das garotas me seguraram pelos braços, foi quando eu notei o que estava acontecendo, comecei a me debater tentando me soltar daquelas duas e tentando não derrubar meu café. A ultima veio o por trás e me segurou pelo pescoço, me impedindo de respirar. Me perguntei qual era a necessidade daquilo. A que me xingou começou a correr em minha direção com o punho levantado, notei que eu ia voltar para casa com o nariz sangrando de novo! mas quando ela estava a um passo de distancia ela foi segurada por trás por um vulto, que eu logo identifiquei sendo minha irmã.

   - Escute, vaca, nem pense em tocar na minha irmã ou eu vou tocar em você. - Dani disse com brutalidade, assustando a garota, que depois lançou um olhar cruel a ela. Ela lançou o mesmo olhar para as outras gatas que me seguravam, que logo se assustaram e saíram.

  - Parece que agora a aberração precisa da irmã para proteger ela. - a garota metida sussurrou meio alto demais para as amigas, rindo da situação - como ela é fraca.

  - ELA NÃO É FRACA! - Daniella gritou, chamando a atenção de todos - ela é só um ser civilizado, ao contrário de você! - e apontou para a garota, com a raiva borbulhando em seus olhos.

  Sem responder, a felina começou a bater em minha irmã, que tentava proteger o rosto com os braços. Eu me assustei, não queria ver minha irmã machucada por uma covarde. Sem pensar duas vezes, eu entrei na briga.

   - Ei! - gritei enquanto virava a garota bruscamente pelos ombros, ela me olhou confusa, mas por pouco tempo, antes de eu jogar o resto (que era muito) do meu café quente no rosto dela. A garota começou a se contorcer de dor pela queimadura.

  - E-eu vou est-tar a s-sua espreita-a! - ela gritou se afastando, correndo ao banheiro em busca de água fria.

  - Mona, corre. - Dani falou baixo, antes de pegar minha mão e sair em disparada, ignorando os olhares dos felinos ao nosso redor.

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  A aula havia acabado de terminar, tendo, como sempre, a ultima aula Educação Física, a matéria na qual eu sou a pior. Eu passei o recreio sozinha, fugindo a garota do café. Já minha irmã ficou com umas pessoas com quem ela se enturmou. Eu saí da enfermaria, com um gelo na cabeça e alguns hematomas no rosto. Sabe como é, aquela garota aproveitou que eu sou horrível em esportes e colocou a sala toda contra mim no futebol. Eu e Dani íamos ficar na escola para almoçar. Peguei meus livros, joguei eles rapidamente para não ter que olhar para a cara daquela felina e corri para o restaurante da escola.

   Era possível ver minha irmã me esperando na entrada, conversando com uma nova amiga dela. Cheguei perto dela e Dani se despediu da garota, entrando nos restaurante.

   Aproveitei que já havia pego minha comida e fui pegar um suco de abacaxi, ao lado de minha irmã. Íamos conversando normalmente até a mesa, quando eu esbarrei em alguém, deixando meu suco de abacaxi cair em seu casaco.

   Para piorar era um garoto, ele tinha o pelo dourado e liso, um olho vermelho, que me assustava, e o outro azul, que mostrava um pouco de simpatia. Ele usava óculos, que agora estavam tortos por causa da nossa batida, e possuía asas iguais a de Harry, só que ao invés de serem escuras e com características de morcego, eram brancas e tinham penas. Ele olhou para o casaco manchado com o suco.

   Eu tinha que parar de ser desastrada urgentemente.

   - M-me desculp-pe... - tentei falar, gaguejando e me preparando para outro ataque de fúria igual ao da felina nervosa - e-eu não quis...

   - Não tem problema. - ele deu de ombros e tirou o casaco, segurando-o com um braço. - se quiser eu te pago outro...

   - NÃO! - eu falei meu alto de mais, tapando minha boca. Por um momento ele ficou parado, estático, com os pelos eriçados e os olhos em fendas. Achei que fosse pelo meu tom de voz, mas depois notei que ele olhava para meu rosto, meio assustado.

  - Vocês duas têm... Traços humanos... - ele se afastou um pouco, desconfiado. - e hematomas. Ah, você é a garota que sempre leva boladas no rosto na aula de Educação Física?

  -Eu sei e eu sei. - falei meio baixo. Minha irmã começou a puxar meu braço para longe dele. Cerrei os dentes por me lembrar daquilo - e sim... Sou eu...

  - Só peça desculpas e vamos sair daqui - ela sussurrou em meu ouvido.

  - Então... Desculpa... - eu fui andando até a mesa, com minha irmã me puxando fortemente pelo braço e com um rosto irritado. Me perguntei o por que daquilo.

  - Não se misture com aquele cara. - ela disse, e logo entendi o que ela estava pensando. Ele provavelmente não se deixaria levar por um simples "eu sou apenas uma gata que sofreu uma mutação".

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  Meus outros dias na escola passaram tranquilos, tirando pelos intervalos da aula onde eu tinha que fugir de Íris e na Educação Física onde eu sempre voltava com um hematoma novo. Sim, eu descobri que o nome daquela garota que eu joguei o café na cara era Íris.

  Era outro dia normal, eu estava no recreio, desenhando qualquer coisa que refletisse meus pensamentos. Estava em um lugar tranquilo, em paz, sem ninguém cochichando ao meu lado e nenhuma Íris para tentar se vingar. Estava perfeito, apenas eu, meus desenhos e meus pensamentos. Esbocei um sorriso no rosto por ter um dia sem perseguições na escola. Dei um suspiro cansado e...

   - BOM DIA! - uma voz feminina gritou atrás de mim, me dando um susto e me fazendo cair da cadeira em eu estava sentada - Eu te assustei? Irado! Eu te assustei! Não pensava que você levava sustos tão facilmente! Eu estive te observando desde que você jogou o café na cara da Íris! HAHA! Aquilo foi tão épico! Tenho tudo filmado! Descobri que você gosta de desenhar! Eu também gosto de desenhar! Você está sempre desenhando então... Bom, afinal, eu tenho umas amigas que também gostam de desenhar! Você está precisando de amigos! E de um sorriso, tire essa cara emburrada e sorria! De qualquer jeito, você desenha bem. Eu também! A Ventus, a Mouse, o Sombra, o Mayoko, a Bolt e a Viviane também desenham muito bem! Elas ainda não te conhecem, mas queria que conhecessem. Então, quer conhecer nosso grupo? - ela falou isso tudo pulando ao meu redor enquanto balançava a cauda e sorria.

   - Q-quem é v-você? - eu perguntei, ainda assustada com alguém querendo se relacionar comigo.

   - Eu sou Umbreona! - ela sorriu, esticando a mão para me ajudar a levantar. Ela tinha o pelo médio, liso e preto com listras azuis florescentes. Seu olhos também eram azuis, um pouco mais escuros que as listras - e você é Marquarida, certo?

   - Er... Meu nome na verdade é Mariana.

   - Mariana? Então, vamos lá, Mar. - ela saiu correndo pelos corredores da escolas, para uma sala grande bem iluminada, repleta de estantes imensas com livros de estudos e mesas amplas. Uma biblioteca. Não deu nem tempo de eu observar alguns livros antes dela me puxar para a parte de cima do lugar, me fazendo tropeçar na minha própria cauda enquanto subia as escadas - você vai gostar deles, eu juro!

   Ao chegarmos no andar de cima, me deparei com uma mesa grande que se estendia na frente de uma janela, onde tinha a vista ao parque. Sentados ao redor da mesa, tinha diversos gatos, que pareciam ser do grupo dela.

   - AÍ GALERA! - ela gritou, correndo até os felinos, que a receberam com um sorriso no rosto - Conheçam a Marquarida...

   - Mariana... - sussurrei.

   - Okay, Mariana. Conheçam a Mariana! Ela veio ver o nosso grupo!

   - Eai?! - um garoto de pelo alaranjado comprido com manchas vermelhas, pretas e cinzas e os olhos azuis veio me cumprimentar primeiro. Ele tinha uma coisa estranha na ponta da cauda. - eu sou Mayoko. Prazer! - ele disse divertido, fazendo um toca aqui comigo. Eu apenas dei um sorriso amarelo, minha timidez travando minha língua.

   - Olá! - uma garota amarelada, com o pelo da cabeça acastanhado e olhos vermelhos misturados com verde queimado se apresentou, ela sorria de maneira simpática e educada para mim. - Eu sou Ventus - ela continuou - pode sentar-se.

   Apenas concordei com a cabeça e sentei, nervosa demais para pensar direito.

   - Eu sou... - um garoto com o pelo manchado de preto, amarelo e branco com os olhos verdes ia começar a se apresentar, mas Umbreona o cortou.

   - Eu que apresento a cambada! - ela tapou a boca do gato que estava sentado ao meu lado - esse é o Sombra - ela apontou para o mesmo garoto. Que acenou para mim com a mão - aquela é a Mouse - ela apontou para a garota cinzenta com o pelo comprido e os olhos azuis gélidos que estava sentada ao meu outro lado, ela sorriu amigavelmente.

   - Meu nome é Mousset... - ela falou sem graça.

   - Mas nós preferimos te chamar de Mouse - Umbreona voltou a apresentar os outros - aquela é a Viviane - ela apontou para uma garota de pelo loiro e olhos roxos. Ela olhou para mim e gritou algo que parecia um olá. - e essa é Bolt - ela apontou para uma gata com o pelo branco listrado de amarelo e preto, os olhos cor de âmbar brilhantes.

  - Oi novata. - ela se apresentou diretamente, mas dava para sentir a simpatia em sua voz.Demorei um pouco para entender o que ela estava falando por causa de seu sotaque americano rápido e meu inglês influente.

  Tenho que admitir, conversei um pouco com eles e já os considerava pessoas, quer dizer, gatos bem amigáveis. Eles costumavam ficar até depois do final da aula para almoçarem juntos e interagirem um pouco, depois iam juntos para suas próprias casas ou às moradias de alguém. Realmente estava gostando deles, mas era difícil falar com Viviane, ela parecia meio emburrada as vezes.

  Tentei falar um pouco com ela, apenas para saber o que havia de errado.

  - Ei... Vivi... - eu cutuquei seu ombro, timidamente, ela virou o rosto e me olhou irritada.

  - O que houve?

  - Por que você está assim? - perguntei, pensando em desistir de falar com ela.

  - Por quê? - ela soltou um riso sarcástico - dois motivos, primeiro, olhe o que eu estou vestindo - ela tinha até um tanto de razão. Ela vestia um vestido rosa choque, bordado com laços minúsculos e purpurina. - minha mãe me fez vir para esse lugar com essa cara de Barbie de garota de três anos.

   - Faz sentido - eu falei, lembrando da cena na minha cabeça - sabe, quando eu te vi pela primeira vez imaginei que você era alguém que saltitava em campos de flores enquanto cantava músicas polonesas vestindo roupas de princesas. - eu ri silenciosamente me amaldiçoando pelos meus pensamentos.

  - O que tem de errado contigo? - ela começou a rir. - segundo motivo, estou com fome. Eu amo comida, mas ainda falta muito para a hora do almoço.

  - Hum. - tentei pensar que aquilo era normal - o que você gosta de desenhar?

  - Desenhar? O máximo que eu faço são gatos de palitos mal-feitos - ela riu - sou tipo uma intrusa aqui. Fico com eles que são meus amigos.

  - Oh. - suspirei - há algo mais que você goste de fazer?

  - Sei lá, cozinhar talvez?

  - Cozinhar... - eu senti um nó na garganta, justamente a última coisa que eu sei fazer. - eu... Sou horrível na cozinha...

  - sério? Não deve ser tão ruim assim.

  - Eu explodi meu miojo.

  - É tão ruim assim.

  - Alguém falou em miojo? - Ventus surgiu do nada atrás da gente. - eu soube que vai ter miojo no almoço. Esse é o melhor dia da minha vida!

  - Não liga, ela é viciada em miojo. - Viviane cochichou.

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   Passei o resto do dia com aqueles felinos, que agora são meus amigos. Passamos o dia fazendo o dever de casa, jogando, conversando, entre outras coisas. Nenhuma Íris voltou para tentar me atormentar, mas nem pensei nela. Tinha coisas melhores para fazer.

  A noite já estava em casa, vendo TV ao lado de minha irmã. Estava começando a aceitar o fato de viver entre os gatos.

  A nossa aventura começou quando eu e Dani disputávamos o controle remoto e de repente a campainha tocou. Minha irmã abriu as portas, sendo saudada por Harry, que estava com os pelos arrepiados e já não usava mais a tala em sua asa.

  - Boa noite - ele limpou a garganta, minha mãe apareceu para cumprimenta-lo - Eu tenho uma boa ou má notícia para vocês.

  - Qual? - minha mãe foi direto ao ponto.

  Ele cobriu parte do corpo com as asas, suspirando - faz um tempo desde que vocês chegaram aqui que eu e meu povo estivemos sofrendo ataques e ameaças dos exilados da Floresta das Trevas - ele começou a andar em círculos - lá é onde alguns criminoso que fogem se abrigam, achamos que estava tudo bem entre nós, nós não atacamos eles e eles não nos atacam, mas recentemente eles ganharam uma nova líder... - ele engoliu em seco - ...Sophie... Ela mexeu nos meus experimentos quando era uma criança e agora tem poderes desconhecidos. Ela está se aproveitando deles para tentar tomar meu lugar. O motivo é desconhecido ainda, mas não posso deixar que isso aconteça. - ele olhou para eu e para a minha irmã - preciso de líderes temporários, apenas para proteger nossas fronteiras por suas semanas, que de acordo com nossas informações será quando a patrulha de Sophie vai atacar.

  - E...? - Minha mãe continuou, desinteressada.

  - Eu quero que Daniella seja a líder do exército. - minha irmã se espantou - apenas por duas semanas. Eu ví seu histórico no mundo humano e você tem potencial para isso. Você faria esse favor?

  - Eu...Líder...De...Um...Exército?... - Minha irmã segurou minha mão fortemente. Eu ainda continuava espantada, no lugar.

  - Sim, eu lhe ofereço o treinamento adequado. - ele olhou para ela preocupado.

  Nesse momento, senti o meu sangue congelar. Tudo o que eu podia pensar era: "diga que não, diga que não, diga que não...", mas ela pareceu se interessar pela oportunidade, já eu imaginava criminosos armados avançando para uma humana indefesa.

   - Sim, eu aceito. - ela respondeu, abrindo um sorriso. Harry suspirou, aliviado.

   - Sábado eu virei busca-la. Muito obrigada. - ele saiu de casa, sem dirigir uma palavra à mim.

   Agora eu tinha um irmã com duas vezes o risco de morte garantido. Só eu parecia me importar com esse detalhe. Criminosos, loucos, tentando, matar, minha, irmã. Minha mãe ficou orgulhosa, dizendo palavras da qual eu não prestei atenção em quais eram. Minha irmã foi logo dar a notícia ao meu pai pelo telefone.

   Senti o ódio crescendo em meu peito.

   O otimismo deles de acharem que tudo irá acabar bem.

   Mas eu não sou igual a eles.

   Eu não iria ficar parada assistindo uma pessoa morrer.


Continua?

sábado, 27 de setembro de 2014

Pintando Poder - Capítulo 2

Leia em inglês: http://marianapdlc.deviantart.com/journal/Pintando-Poder-Chapter-2-485200426
Leia no Nyah!: *Em breve*
NOTAS: Yo! Estou de volta. Minhas desculpas por esse capítulo não ter muita ação, foi apenas para explicar algumas coisas e mostrar como minha irmã e minha mãe são. Vou começar agora o capítulo 3, onde terá novos personagens, talvez. Bem, boa leitura~
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    Lentamente recuperei minha consciência, mas esqueci de tudo que aconteceu ontem, só me lembro de estar indo para a casa da minha tia e tudo ter ficado preto. Recuperando minha visão, tudo o que vi ao meu redor foi um borrão, que aos poucos foi se distinguindo em uma sala desconhecida e bem grande, com janelas formadas por vidros coloridos que montavam desenhos da guerra humana-felina. O salão era grande, bem iluminado e com um carpete que cobria o piso inteiro. Eu estava deitada em uma cama com uma toalha molhada em minha cabeça. Passou pela minha mente a opção de ter sido raptada por algum príncipe rico e maníaco, mas logo isso se desmoronou ao ver uma face estranha na minha frente, ele estava vestindo roupas com tecido fino, um chapéu de mágico e uma capa preta que cobria parte de suas vestimentas, mas o que realmente me chamou a atenção foi a espécie dele. Ele era um dos gatos, parecia ser o líder deles, tinha o pelo castanho escuro e os olhos em fendas, me olhando preocupado.

   -Por Deus - ele tirou a faixa de minha cabeça - achei que nunca mais ia acordar.

   -AH! - gritei, levantando num pulo, mas sentindo meus membros estranhos, um pouco rígidos e dolorosos - O que você está fazendo aqui?! O que eu estou fazendo aqui?! Quem é você?! O que aconteceu ontem?! O que aconteceu comigo?! Por que eu estou sentindo dor?! Cade meus pais?! Ei! Cade minha irmã?! O que você fez com ela?! Pode ir dizendo ou eu...

   - Acalme-se! - ele falou meio desesperado - calma, sua irmã e seus pais estão bem, você também, a amnésia é temporária, mas...

   - Mas? - meu tom de vos abaixou, senti um pouco de vergonha por ter falado com ele daquele jeito, não poderia ser alguém mal, afinal, eu lembrava dele de algum lugar.

   - Vamos dizer que a transformação não funcionou muito bem...

   - O que? Do que você está falando? Como assim transformação?

  - Érr... - ele olhou para baixou, meio relutante - que tal você olhar para a própria mão?

  - Por que? O que tem com a minha- Eu congelei ao ver no que minha mão tinha se transformado – AH! O que aconteceu com minha mão?! Explique isso agora! - comecei a andar em sua direção mas tropecei em alguma coisa, o problema que essa coisa era minha. O desespero me consumiu, eu olhei para trás esperando não ver o que pensava que era. E vi. Eu tinha tropeçado na minha própria cauda. Por que eu tinha uma cauda? Rapidamente comecei a andar desajeitadamente para trás, segurando uma coisa peluda da cor branca. Logo olhei para meus pés, estavam diferentes. Toquei na minha cabeça e senti orelhas felpudas e pontudas estendidas. Comecei a conter um grito neurótico, eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Foi quando tropecei de novo naquela coisa que dificultava meus passos e cai de costas em algo que estava reto e frio, com a superfície plana. Olhei para trás e ví o que parecia ser um espelho para o corpo todo, bordado em ouro, mas o que realmente me assustou foi o reflexo.

   Eu havia virado um tipo de gata-humana, com o corpo coberto por pelo branco e com características felinas, mas possíveis de se andar normalmente, meu cabelo continuava no lugar, com o mesmo tom castanho escuro de sempre, meus olhos também continuavam o mesmo, de cor marrom quase preto, puxados e com a íris pequena, o que era meio bizarro comparado às íris esbugalhadas dos gatos, meus dentes também continuavam normais, ao invés de grandes e pontudos, feitos para rasgar carne. Não aguentei mais, a surpresa foi tanta que soltei um grito agudo e desesperado?

  - O QUE ACONTECEU COMIGO?! - virei para Harry - me diga agora o que aconteceu ontem!

  - Mariana acalme-se, ontem-

  - COMO VOCÊ SABE MEU NOME?!

  - Mariana você...

  - POR QUE EU NÃO SOU MAIS HUMANA?!

  - Mariana, você ainda é humana, apenas...

  - HUMANA?! HUMANA COM ESSA COISA?! - apontei para minha cauda.

  - Isso é só parte da máscara...

  - MÁSCARA? QUE MÁSCARA? DO QUE VOCÊ ESTÁ...

  - ME DEIXE TERMINAR DE FALAR! - ele gritou desesperado - Sério! Eu não vou responder suas perguntas! Apenas espere sua memória voltar!

  - Se você não vai me falar nada, minha irmã vai! - cuspi as palavras nele - me diga onde ela está agora!

  - Ela saiu. - ele deu de ombros - Foi com seus pais ver umas coisas. Recomendo você esperar aqui.

  - Esperar aqui é a última coisa que eu vou fazer! Nem sei quem é você e nem o que quer comigo! - gritei enquanto abria a porta e corria procurando a saída daquele lugar, sem olhar para trás.

  Dei de cara com um corredor imenso, com incontáveis portas menores que davam provavelmente para quartos aleatórios. Apenas segui meu caminho correndo ao fim do corredor, tendo que fazer força para empurrar a porta que dava direto para uma escada gigante, sem perder mais tempo, comecei a descê-la. No final, dei de cara com outro corredor, com mais portas aleatórias, a diferença era o local era enfeitado com armaduras de ferro com moldes do corpo de gatos, corri até a porta principal de novo, ouvindo os passos atrás de mim.

   Ao abri-la, vi um salão imenso e nobre, onde haviam estátuas que mostravam alguns fatos marcantes da história do lugar, entre eles, alguns felinos esquisitos passavam observando a arquitetura do lugar, e na porta havia um guarda de cada lado.

   Rezando para que não me parassem, corri em direção da porta, a abrindo com um escândalo inesperado. Os guardas tentaram chamar minha atenção, mas eu apenas ignorei.

   O sol que bateu diretamente no meu olho me cegou por um minuto, até meu olhos se acostumarem, o barulho dos gatos conversando e vendendo suas mercadorias começaram a ser auditivo, e confuso pela quantidade de línguas que eles falavam ao mesmo tempo, japonês, chinês, espanhol, francês, italiano, alemão, grego e o que estava sendo mais falado, inglês, foram as únicas linguagens que eu identifiquei, mas nada de português, justamente a língua que eu falo. Não deve ser a mais popular por aqui.

  Novamente saí correndo, só que mais devagar enquanto procurava minha irmã no meio da multidão. Haviam algumas casa ali, outras feiras do lado, algum restaurante no meio de tudo... Isso me lembrava bastante algumas cidades, como São Paulo ou Rio, mas sem os prédios imensos (e menos poluído).

   De qualquer jeito, nem minha irmã nem meus pais estavam por lá, pensei que em pedir informação falando meu espanhol que é mais fluente que meu inglês, mas os felinos naquele lugar pareciam me evitar ou me olhar como se eu fosse algum tipo de mutante.

  Fui tropeçando e esbarrando em todos que estavam ao meu redor, tentando me acostumar as minhas novas pernas esquisitas a tentarem andar normalmente. E fazia calor, muito calor, e aquela quantidade de pelos não me ajudaram em nada, mas isso não foi um grande problema pois já sou acostumada ao clima fervente do Brasil.

   Alguns daqueles seres simplesmente me ignoravam, outros desviavam de mim e me xingavam de alguma coisa, me mandando caminhar direito, já os mais atentos simplesmente olhavam nos meus olhos, se assustavam e saiam correndo. Eu tinha que conseguir lentes esbugalhadas e dentaduras pontudas o mais rápido o possível.

   Conseguia ver uma casa ao longe, com uma placa escrito "Vende-se". Não prestei atenção aos detalhes, apenas notei uma garota que estava na frente, do lado de uma mulher mais velha, as duas se pareciam comigo, com as mesmas características felinas. A mais velha com o cabelo curto, castanho claro e ondulado, logo reconheci sendo minha mãe. E a mais nova com o cabelo médio, liso e preto, um pouco castanho, mas bem escuro, com apenas algumas voltas por causa do repicado, logo reconheci sendo minha irmã.

   - Mãe! Dani! - gritei aliviada por vê-las, logo, retirando a placa do gramado. Corri cambaleando até elas, que me olharam confusas.

   - Ah, que bom que você acordou. - minha mãe sorriu, tirando os óculos escuros que escondiam os olhos humanos. - mais uma para ajudar com as caixas. Como você chegou aqui?

   - Ah, eu fugi daquele cara do castelo - suspirei - vocês também acordaram lá?

   - Sim, mas só a mamãe que não desmaiou. - Dani falou. - era para você ter ficado lá, pirralha. - ela começou a me provocar como sempre fazia desde que éramos pequenas - aquele cara é que salvou a gente!

   - Como eu ia ficar lá sem nem saber que ele era?! - começamos uma nova típica briga comum - podia ser uma maníaco que quisesse nossos órgãos vitais!

   - Você... Ele... - ela parecia sem resposta - só ajuda, pirralha.

   Bufei, enquanto minha mãe nos separava.

   - Certo, agora me conte, o que aconteceu ontem? - minha irmã engasgou ao ouvir minhas palavras.

   - Quando você recuperar sua me memória você vai saber. - falou, entrando na casa.

   - E esse lugar? Onde nós estamos.

   - A mamãe acaba de comprar essa casa em Falling Stars.

   - Okay, que eu estamos em Falling Stars eu já sei - disse me lembrando da quantidade de gatos em que eu esbarrei pelo caminho. - E quem é aquele cara do castelo?

   - Aquele é Harry, o líder. - um nó se formou em minha garganta.

   - Harry? O gato da história? - eu comecei a gaguejar, como pude não notar? Obviamente ele tinha escondido as asas ou algo do tipo.

   - Já imagino, você gritou com ele né?

   - Talvez.

   - Mariana... - ela colocou uma mão no rosto. Achava que ela ia começar uma lição de moral, mas ela apenas soltou um riso baixo e falou - Mona, você tem que ser mais diplomática.

   - Mas eu nem sabia quem era ele? E se fosse um sequestrador que quisesse vender meu rim no mercado negro? Eu ia ficar lá parada? - Eu resmunguei empurrando minhas caixas pela escada.

   - Acho que isso seria meio impossível aqui, esse é um lugar bem seguro.

   - E outra coisa, por que vocês não me acordaram? - eu reclamei. Dani carregava uma caixa pela escada.

   - Você precisava descansar, o efeito da poção foi bem forte em você.

   - Poção? Que poção? - chegamos no fim da escada, empurrando as caixas para os quartos.

   - Depois você se lembra. - ela falou - e eu não fiquei lá por que a mamãe me obrigou a vir aqui ajudar com as malas e caixas.

   - Ah. - comecei a abrir uma caixa - e o nosso pai? Está aqui também?

   Ela concordou com a cabeça. - ele está na casa dele. A noite vamos lá vê-lo.

  Apenas continuei abrindo as caixas em silêncio. E assim passou o dia, sem nenhum Harry para atrapalhar minha vida, apenas minhas coisas encaixotadas, uma casa um tanto sinistra, uma mãe cabeça-quente, uma irmã implicante, um pai estrangeiro e eu, finalmente, alguém que eu posso entender, que sou eu mesma.

  Continua?

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pintando Poder - Capitulo 1

Leia em inglês: http://marianapdlc.deviantart.com/journal/Pintando-Poder-Chapter-1-485199557
Leia no Nyah!: *Em breve*
  Yo! Demorei para postar, eu sei, mas eu fiquei doente, passei por semana de provas (e me ferrei Dx) e esse capítulo foi bem difícil de se escrever, eu tive de revisar três vezes e sei que ainda há alguns erros. Bem, eu também pretendo arquivar a história no Nyah! Fanfiction, quando terminar a capa eu posto lá. E por último, o capítulo dois está pela metade :D eu fui escrevendo quando perdi a criatividade para terminar esse capítulo e deu em algo bom :3
Boa leitura!
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   Agora que vocês sabem o por que da existência de gatos mutantes, eu vou contar a história de como cheguei aqui.

   Tudo começou quando o governo por algum motivo acusou a mim e a minha família de traição. Fomos condenados à morte por isso, sendo que nunca nem sequer tocamos num gato antes. Bom, voltando a história, foi isso que aconteceu:

  - Dani? - chamei minha irmã, estávamos fazendo uma trilha na floresta, quando eu perdi ela - Dani cade você?

  Senti alguém me puxando para dentro do mato fechado, soltei um baixo e curto grito ao sentir a mão em mim.

  - Não grite, Mona - era a minha irmã, tapando minha boca - onde você foi se meter? Eu estava te procurando o dia inteiro!

   - Onde VOCÊ foi se meter? Eu estava te seguindo quando tropecei, em um segundo você não estava mais lá!

   - Só não se perca de novo, aqueles caras estranhos estão nos seguindo dizendo algo sobre uma garota chamada Mariana que está mantendo contato com os felinos, me explique isso agora.

   - Eu não conheço nenhum! Só a mamãe que conhece Harry. - então uma coisa veio a minha cabeça - oh não alguém viu a mamãe conversando com Harry! Estamos mortas!

   - Mas quem foi que viu?

   - Isso não importa, o que temos que fazer agora é nos preocupar em não sermos decapitadas em público. Alias, por que a nossa mãe mantém contato com Harry?

   - Depois perguntamos para ela - ela se levantou, jogando a bolsa de viajem em seu ombro direito - vamos sair daqui, temos que achar um jeito de resolver essa situação.

   Levantei seguindo minha irmã, que abria uma trilha discreta pela mata. Tínhamos nos metido nessa área de preservação ambiental quando estávamos voltando de um restaurante à casa da minha tia, quando uns homens da polícia militar com armas na mão tinham nos abordado, tentando nos prender, por pura sorte conseguimos fugir.

   - Acho que encontrei a saída - ela subiu em uma pequena elevação, afastando as folhas da sua frente - apenas me siga, não faça nem um barulho.

   Concordei com a cabeça seguindo cada passo dela. Nós saímos em um parque perto de uma rua, um lugar onde costumávamos ir bastante quando éramos menores. Notamos que estávamos bem longe de casa, o que seria um problema. Apenas atravessamos a grade que separava o parque da rua e corremos em direção a um antigo beco, seguindo nosso caminho ao norte.

   Andamos bastante, nos escondendo de uns guardas que nos procuravam e desviando de umas poucas pessoas que se arriscavam a andar no meio da rua em uma hora de transito. No meio desse trajeto, encontramos alguns táxis livres, que aceitaram nos levar à nossa casa.

   Depois de muito tempo no trânsito, quando a situação começou a melhorar e o carro começou a seguir o caminho pedido, notamos que a viatura da polícia começou a seguir nosso carro, pelo jeito nos reconheceram, tivemos que apressar o motorista e força-lo a fazer manobras para despistar nossos seguidores.

   Conseguimos chegar em casa com muito estresse, mas chegamos com todas as partes do corpo inteiras. Dani deu o dinheiro ao motorista sussurrando um. "Obrigada" e sem perder tempo, corremos para a nossa casa.

   -MÃE QUE HISTÓRIA É ESSA DE HARRY?! - Nós duas gritamos juntas, abrindo a porta sem nenhuma delicadeza.

   - Harry o gato que seu pai salvou? - minha mãe disse com a maior naturalidade.

   - Que história é essa? Explique agora! - eu deixei escapar.

   - E rápido - minha Irmã olhava pela janela, contando os minutos para que a polícia nos encontre.

   -Semana passada, quando seu pai estava comigo discutindo a história do divórcio, vimos aquele pura-pulga caindo e quebrando a asa, o idiota tinha desmaiado até que aquele idiota resolveu salvar o outro idiota, alguém viu e a idiotice começou - minha mãe explicou enquanto encaixotava alguns móveis, me perguntei por quê. Ela sempre se referiu as pessoas assim, o que causou um olhar de reprovação de meu pai, que estava ao lado de minha mãe conferindo uns documentos da separação deles.

   - estamos haciendo las maletas para ir a Falling Stars. - Meu pai se protestou apenas agora. Ele é um Peruano, o que explica o espanhol que ele fala. - Hablé con él hace poco, él viene aquí y va a nos llevar junto con ello. És mellor que arrumen sus cosas.

   - Não acredito que vou para aquele lugar - minha mãe reclamou, preocupada - aproveitem que vão arrumar suas malas e tragam alguns móveis.

   Sem responder, minha irmã me puxou  ao andar de cima, onde nossos quartos estavam, eu fui para o meu e ela ao dela.

   Não lembro muito dessa parte, mas me lembro de ter pego várias malas e ter jogado tudo dentro delas, empurrando-as pela escada e colocando-as amontoadas. O mesmo aconteceu com os móveis.

   - MARIANA! - levei um susto ao ouvir um grito vindo do quarto ao lado. Daniella correu até mim, com o desespero transparecendo em seus olhos - Mona! Tranque as portas e janelas, rápido! Eles estão aqui!

   Um calafrio percorreu minhas costas. Apenas concordei com a cabeça e comecei a trancar todas as entradas. Onde estaria Harry? Como iríamos viver nesse outro mundo estranho?

   Uma luz me cegou por um momento enquanto trancava a porta principal. Olhei para trás e ví um felino arremessado no chão. Ele vestia calças e camisa de um tecido liso e uma capa que cobria boa parte de sua vestimenta, sem contar o chapéu, que imitava o estilo dos mágicos. Suas asas estavam abertas, jogadas desajeitadamente. Sua asa direita com uma tala, que parecia ser feita pelo meu pai. Ele se levantou com o pelo arrepiado e a cauda meio queimada, quando o portal atrás dele desaparecia.

   -Saudações. - ele tossiu - eu sou Harry, o administrador de Falling Stars, o gato que vocês salvaram. Sou muito grato por tudo, o mínimo que posso fazer é refugia-los. - ele retirou algumas injeções de uma pequena bolsa que carregava para pegar um aparelho de tamanho médio esquisito. - vão juntando as malas, enquanto tento abrir essa coisa. - ele começou a colocar uma senha no portal. Que apenas fez um brilho fraco e logo parou. - Temos um proble-

   Sua fala foi cortada por um estrondo, lembro de olhar para a direita e ver parte de minha casa destruída. Estavam atacando. Estavam jogando bombas. Eu estava desesperada.

    - Harry como se mexe nessa coisa?! - perdi o controle por um segundo, tirando o aparelho de sua mão e clicando em qualquer botão.

    - Não toque nisso pirralha! - minha irmã advertiu, puxando o objeto de minha mão - deixa que eu cuido disso.

   - Ou você ajuda ou você me deixa consertar isso! - Tomei o aparelho de suas mãos.

   - Não, eu vou consertar! Você é pirralha e eu sou mais velha, você tem que me obedecer! - ela puxou o aparelho de minha mão.

   - Eu não preciso obedecer você, velha! - gritei, tentando pegar o aparelho. A situação se transformou num cabo de guerra com um portal quebrado entre duas irmãs teimosas.

   - Eu sou o quê?! - ela gritou comigo, ainda tentando pegar o portal.

   - Se eu sou pirralha, pelo jeito você é velha!

   Uma discussão de quem era pirralha e quem era velha foi travado, exatamente no momento errado. Ignoramos todas as explosões do nosso lado.

   - Deixem que eu conserto! - Harry tirou o aparelho da mão de nós duas, o que nos fez voltar a realidade. - enquanto isso, tratem de não serem mortas!

   - Certo - minha irmã falou, eu apenas virei o rosto e fui chamar meus pais.

   Eu e Dani nos encontramos com nossos pais em um pequeno corredor. O cheiro de fumaça estava insuportável. Não tivemos tempo para conversa, apenas dissemos um inaudível "venha" e corremos em direção a Harry, que inutilmente tentava consertar a máquina.

   Até que ele conseguiu, o portal se abriu diante de nossos olhos, com sua força nos lançando para longe. Era como se fosse um borrão que nos levaria a outro mundo.

   - Rápido! - Eu gritei enquanto empurrava algumas das nossas coisas pelo portal e meus pais entravam no mesmo.

   Notei que, comparado a todos, minha irmã foi lançada bem longe do local, mas se safou de ferimentos graves por ter se apoiado com os cotovelos.

   Ela tentou se levantar, mas foi pega de surpresa pelas costas, segurada por um militar. O mesmo segurava uma pistola na outra mão, que estava apoiada na cabeça de minha irmã.

   - Você! Antes de morrer, explique o que o felino está fazendo aqui! - o militar gritou, segurando Daniella com brutalidade, com a arma podendo a qualquer momento disparar.

   Eu senti a raiva crescendo em mim.

   Deixei me levar pelo medo de perder minha irmã. Pulei pelo que restou da parede, que agora formava um pequeno morro de estilhaços causados pelas bombas, dei o que eu poderia chamar de o maior salto da minha vida, acertado um chute inesperado na cara do militar, que de dor, soltou Dani e a arma. Sem perder tempo, levantei num pulo e segurei o braço de Dani, chutei a pistola para longe e corri na direção do portal. Onde meus pais e Harry estavam paralisados, ainda tentando processar o que tinha acontecido.

   - BOMBA! - o militar gritou, com o rosto sangrando pelo corte que eu causei.

   Era longe demais, não íamos chegar a tempo no portal antes que ele sumisse. Corremos pelo que restou da casa, quando algo explodiu em nossa frente. - MONA! - Minha irmã gritou. Fomos separadas nesse momento, eu lançada para um lado, Dani para o outro. Senti o impacto com o chão direto no meu rosto, minha mente bagunçada, meus braços e pernas, imóveis.

   Apenas consegui me mexer depois, com meus sentidos se recuperando aos poucos. Lentamente, me levantei sentindo dor até na alma. Era inexplicável o fato de eu não ter quebrado nenhum osso.

   Provavelmente, aquela foi a bomba final, pois ouvi os militares recuando e o local ficando mais calmo. Vi a minha casa destruída, não havia sobrado um pedaço de parede que não esteja quebrado, o telhado estava caído, os vidros estilhaçados, alguns lugares pegavam fogo, não havia sinal de vida no ar.

   Rapidamente, um nó se formou em minha garganta.

   -M-mamãe? - ignorei a dor e o sangue que saia de minha cabeça, e corri em direção aos estilhaços, sem encontrar nada que prove que meus pais estejam vivos - MÃE?! PAI?! - o desespero havia crescido em mim. Já não me importava se lançassem outra bomba - Irmã?...

   Lágrimas começaram a cair de meus olhos, a tristeza estava preenchendo meu corpo. Parecia que a cada passo que eu dava meu coração se quebrava mais. Caí de joelhos, sem ter mais forças para levantar. Minha família havia se ido, minhas chances de sobrevivência também.

   - Ei pirralha, pare de chorar - algo tocou meu ombro, a vos doce e suave fez eco. Levei um susto, impulsivamente quase acertei um soco na barriga da pessoa. Era minha irmã, ela tinha se esquivado do meu soco e tinha um olhar preocupado - ei ei, cuidado ai! Sou eu.

   - Dani? - apareceu um luz em minha mente, abri um sorriso sincero - DANI! Dani vocês está viva! Não morra, por favor, nunca morra nem me faça achar que você morreu! - abracei-a fortemente, com a alegria voltando por ela estar viva, com apenas alguns arranhões.

   Um sorriso se abriu em seu rosto, ela me abraçou de volta - eu prometo, pirralha. - nós nos separamos.

   - Ei, o papai e a mamãe estão vivos? - perguntei, preocupada novamente - não encontrei eles, achei que estavam... Sabe...

   - Não se preocupe, Harry escapou com eles, só temos que achá-los - ela falou sorrindo, positiva como sempre.

   Concordei com a cabeça, conseguindo sorrir de volta.  Andamos pouco até o outro lado da casa, onde Harry tentava ligar o portal de novo, minha mãe estava com as mãos no rosto, sentada do lado oposto do meu pai, que vasculhava o que restou da casa, a procura da gente.

  - Mãe? - perguntei, me aproximando.

  - M-mariana? Daniella? - ela se levantou rapidamente, correndo para nos abraçar - minhas filhas, eu fiquei tão preocupada... - ela continuou nos abraçando ao mesmo tempo, apenas abraçamos ela de volta, sem ter muito o que dizer. - Mas, - ela se virou para mim - MARIANA O QUE FOI AQUILO? Não é seguro dar voadoras em imbecis armados! E você já tomou água? Cade sua água? Você sabe que tem que tomar água! Você não pode fazer coisas do tipo sem beber água! - ela tirou uma garrafa cheia de água da bolsa que segurava e colocou diretamente na minha boca, me fazendo engolir cada gota do líquido - aqui, tome água, tome tudo, você tem que tomar água, bastante água. Vou te mostrar o que acontece com pessoas que não bebem água. Beba água. BEBA!

  - MÃE! - afastei garrafa da minha boca, foi bom ver ela de volta ao normal, em certos pontos - mãe eu já bebi água.

  - Beba mais. - ela enfiou a garrafa de volta, me obrigando a tomar tudo.

  Minha irmã olhava a cena sorrindo, sem graça. Meu pai nos olhava de longe, com um largo e sincero sorriso estampado em sua face, ele andou lentamente até nós, esperando que minha mãe tire a garrafa de água da minha boca. Quando ela acabou, meu pai nos saudou com um abraço apertado, que foi interrompido por uma luz forte que vinha do outro lado.

   - Consegui. - Harry falou, num tom alto e cansado - eu abri o portal, consegui! Ele sorriu e abriu passagem para nós passarmos - esperem, não é seguro. Os adultos primeiro.

   Meu pai foi na frente meio hesitante, mas ele tinha a mesma calma de sempre em seu rosto. Harry parou-o na frente no portal e tirou uma das injeções - Vocês vão precisar disso. É apenas um antídoto que vai... Bom... Vocês continuarão a ser humanos, mas estarão mascarados como gatos - ele parou e suspirou - não tenho certeza se vai funcionar, faz muito tempo que fiz esse antídoto, e foi apenas para acelerar uma evolução, então, se alguém sair... Deformado, ou talvez apenas com orelhas e rabo, não se desesperem. Eu vou consertar. - muito confortante da parte dele, poderia guardar tais detalhes para si mesmo.

   Harry segurou o braço de meu pai, aplicando o medicamento. Tudo o que meu pai fez foi uma cara de dor leve, então ficou meio tonto, mas entrou no portal normalmente. Minha mente congelou. Então foi a minha mãe, que fez tudo sem demonstrar nenhuma expressão, então fomos eu e minha irmã, juntas, pois eu insisti em tal ato.

   Dani entregou o braço, onde foi aplicado a poção. Ela não demonstrou expressão, a não ser um cansaço e tontura, me fazendo ter que segura-la. Provavelmente ela sentira dor de cabeça, pois segurava a região com força e fazia uma careta. - O que você fez com ela?! - olhei para Harry, incrédula.

   - Acalme-se, nada de ruim vai acontecer. - ele segurou meu braço, pronto para aplicar a dose em mim. Rapidamente desviei, primeiro: não quero acabar como minha irmã, segundo: não quero ficar deformada ou ficar com orelhas e rabo, terceiro: tenho medo de agulha, essa coisa apenas traz dor. - Deixe o braço quieto! - ele continuava tentando acertar aquele objeto pontiagudo em mim.

   - De jeito nenhum!

   - Só... Aplique... Logo... Essa... Coisa... Pirralha... - minha irmã ainda estava acordada, mas cambaleando em meus braços.

   Harry aproveitou meu momento de distração e colocou a agulha no meu braço, aplicando o medicamento que congelou até meu cérebro. Minha irmã desmaiou, caindo no portal, eu não fiquei para trás, acabei sendo arrastada junta. A dor atingia meu corpo inteiro, acabando com minhas forças, logo, minha visão ficou turva, minha audição parou de funcionar e minha vos não saia mais. O mundo ao meu redor ficou preto. Bem, foi ai que a desventura começou.

Continua?

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pintando Poder - Prólogo

   NOTA:
Leia em inglês aqui: http://marianapdlc.deviantart.com/journal/Pintando-Poder-Prologue-478152488
Bom, eu sou a Marquarida, a Mariana da história. Estive escrevendo o prólogo ha um tempo, mas tenho muitas ideias na minha cabeça. Bom, Pintando Poder é o novo nome da série que muitos já conhecem, o antigo "Survive or Die". Espero que aproveitem o e que me avisem se houver algum erro gramatical. Sei que foi curto e rápido mas foi só para explicar como tudo começou. Bom, agora deixando vocês lerem, tchau!

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  Meu nome é Mariana, mas minha irmã costuma me chamar de Mona ou pirralha. Sou uma típica garota brasileira de cabelos ondulados e castanho e olhos escuros, de qualquer jeito, eu nunca pensei que minha vida chata e repetitiva fosse tornar em algo do tipo que eu não sei como explicar, eu fui parar em um lugar onde sou cercada de felinos mutantes, uma louca que pode pegar fogo, outra louca que é mais amigável e que até pode virar minha amiga, meus pais dando sermões a mim e à minha irmã, a cada passo que nós damos e claro, não pode faltar minha própria irmã, ela é bem legal comigo e costuma me apoiar, por algum motivo de motivação emocional eu e ela estamos mais próximas hoje, mas está pegando a mania chata de me chamar de pirralha(de novo) e me zombar, de qualquer jeito, isso só irrita, eu mesma já não ligo tanto para ela fazendo isso, pois eu também faço isso com ela, sabe, brincadeira de irmãs.

   Bom, muito de vocês não devem ter entendido a história dos gatos mutantes, pois bem, de qualquer jeito teria que explicar: tudo começou a não muito tempo atrás, quando uma gato de rua foi capturado ilegalmente para servir para testes insanos de laboratório, só que um "cientista" iniciante cometeu erros, mudando geneticamente o gato e causando explosões, o gato conseguiu fugir, se refugiando em uma biblioteca. Durante a noite, as mudanças começaram, ele estava mais alto, com menos pelos, com patas da frente que agora estavam desenvolvidas como uma mão, apenas com panturrilhas na pata traseiras, não possuía mais aquele bigode de felinos, e principalmente, com um cérebro novo. Com curiosidade, ele aprendeu a ler, falar, andar com coluna reta, a falar idiomas, ciências, matemática, tudo o que os livros ao seu redor diziam, mas mesmo assim e sentia sozinho, queria ter alguém para poder conversar e compartilhar suas ideias de paz. Pegando um exemplo de seus genes e fazendo cópias de mesmo, realizou seu sonho aplicando a tal substancia a todos. Mas os outros não tinham o mesmo pensamento de boa convivência com os humanos que o gato queria, eles queriam vingança por serem condenados, maltratados, abusados e por serem considerados inferiores, trazendo a fúria e uma guerra inesperada ao mundo. Tal foi o desespero do felino que os próprios espíritos lhe visitaram, dando a missão de parar a guerra e  as duas espécies, assim, lhe foi concedidas asas e habilidades magicas. Quando a guerra inesperada aos humanos começou, Harry notou que se aquilo continuasse não haveria quem sobrevivesse. Então interrompendo a guerra, ele separou humanos de felinos usando toda a sua mágica para criar um novo planeta usando os asteróides e cada exemplo de molécula terrestre, assim, mandando seu povo para lá. Após isso, foi considerado um rei pela população, por tê-Los salvo do mal da ambição, assim pelo próprio povo foi coroado e recebeu dos espíritos como recompensa a imortalidade. Criou, em breve, um castelo, uma tropa, um tratado de paz com os humanos que só será quebrado se alguma das espécies ultrapassar a fronteira. Ele, que agora se denomina Harry,continua governando aquele mundo e isso é tudo o que eu sei sobre o assunto, se tem algo oculto eu não me interesso.

   Agora que todos que estão lendo isso já sabem parte da história, vou terminar de contar o que eu sinto quanto a isso. Eu desejaria que esse lugar nunca tivesse existido, isso acabou com minhas esperanças. Bom, eu estou agora nesse tal mundo, sem minha irmã por perto, sangrando no gelo até a morte. Não foi uma experiência boa. Eu e minha família obviamente quebramos o contrato de paz coma permissão de Harry. Os humanos acham que estou morta, então não se preocupam, mas de qualquer jeito não é o mesmo aos gatos. Como eu fui parar nessa situação? Bom vou ter de contar.


Continua?