quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pintando Poder - Capitulo 1

Leia em inglês: http://marianapdlc.deviantart.com/journal/Pintando-Poder-Chapter-1-485199557
Leia no Nyah!: *Em breve*
  Yo! Demorei para postar, eu sei, mas eu fiquei doente, passei por semana de provas (e me ferrei Dx) e esse capítulo foi bem difícil de se escrever, eu tive de revisar três vezes e sei que ainda há alguns erros. Bem, eu também pretendo arquivar a história no Nyah! Fanfiction, quando terminar a capa eu posto lá. E por último, o capítulo dois está pela metade :D eu fui escrevendo quando perdi a criatividade para terminar esse capítulo e deu em algo bom :3
Boa leitura!
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   Agora que vocês sabem o por que da existência de gatos mutantes, eu vou contar a história de como cheguei aqui.

   Tudo começou quando o governo por algum motivo acusou a mim e a minha família de traição. Fomos condenados à morte por isso, sendo que nunca nem sequer tocamos num gato antes. Bom, voltando a história, foi isso que aconteceu:

  - Dani? - chamei minha irmã, estávamos fazendo uma trilha na floresta, quando eu perdi ela - Dani cade você?

  Senti alguém me puxando para dentro do mato fechado, soltei um baixo e curto grito ao sentir a mão em mim.

  - Não grite, Mona - era a minha irmã, tapando minha boca - onde você foi se meter? Eu estava te procurando o dia inteiro!

   - Onde VOCÊ foi se meter? Eu estava te seguindo quando tropecei, em um segundo você não estava mais lá!

   - Só não se perca de novo, aqueles caras estranhos estão nos seguindo dizendo algo sobre uma garota chamada Mariana que está mantendo contato com os felinos, me explique isso agora.

   - Eu não conheço nenhum! Só a mamãe que conhece Harry. - então uma coisa veio a minha cabeça - oh não alguém viu a mamãe conversando com Harry! Estamos mortas!

   - Mas quem foi que viu?

   - Isso não importa, o que temos que fazer agora é nos preocupar em não sermos decapitadas em público. Alias, por que a nossa mãe mantém contato com Harry?

   - Depois perguntamos para ela - ela se levantou, jogando a bolsa de viajem em seu ombro direito - vamos sair daqui, temos que achar um jeito de resolver essa situação.

   Levantei seguindo minha irmã, que abria uma trilha discreta pela mata. Tínhamos nos metido nessa área de preservação ambiental quando estávamos voltando de um restaurante à casa da minha tia, quando uns homens da polícia militar com armas na mão tinham nos abordado, tentando nos prender, por pura sorte conseguimos fugir.

   - Acho que encontrei a saída - ela subiu em uma pequena elevação, afastando as folhas da sua frente - apenas me siga, não faça nem um barulho.

   Concordei com a cabeça seguindo cada passo dela. Nós saímos em um parque perto de uma rua, um lugar onde costumávamos ir bastante quando éramos menores. Notamos que estávamos bem longe de casa, o que seria um problema. Apenas atravessamos a grade que separava o parque da rua e corremos em direção a um antigo beco, seguindo nosso caminho ao norte.

   Andamos bastante, nos escondendo de uns guardas que nos procuravam e desviando de umas poucas pessoas que se arriscavam a andar no meio da rua em uma hora de transito. No meio desse trajeto, encontramos alguns táxis livres, que aceitaram nos levar à nossa casa.

   Depois de muito tempo no trânsito, quando a situação começou a melhorar e o carro começou a seguir o caminho pedido, notamos que a viatura da polícia começou a seguir nosso carro, pelo jeito nos reconheceram, tivemos que apressar o motorista e força-lo a fazer manobras para despistar nossos seguidores.

   Conseguimos chegar em casa com muito estresse, mas chegamos com todas as partes do corpo inteiras. Dani deu o dinheiro ao motorista sussurrando um. "Obrigada" e sem perder tempo, corremos para a nossa casa.

   -MÃE QUE HISTÓRIA É ESSA DE HARRY?! - Nós duas gritamos juntas, abrindo a porta sem nenhuma delicadeza.

   - Harry o gato que seu pai salvou? - minha mãe disse com a maior naturalidade.

   - Que história é essa? Explique agora! - eu deixei escapar.

   - E rápido - minha Irmã olhava pela janela, contando os minutos para que a polícia nos encontre.

   -Semana passada, quando seu pai estava comigo discutindo a história do divórcio, vimos aquele pura-pulga caindo e quebrando a asa, o idiota tinha desmaiado até que aquele idiota resolveu salvar o outro idiota, alguém viu e a idiotice começou - minha mãe explicou enquanto encaixotava alguns móveis, me perguntei por quê. Ela sempre se referiu as pessoas assim, o que causou um olhar de reprovação de meu pai, que estava ao lado de minha mãe conferindo uns documentos da separação deles.

   - estamos haciendo las maletas para ir a Falling Stars. - Meu pai se protestou apenas agora. Ele é um Peruano, o que explica o espanhol que ele fala. - Hablé con él hace poco, él viene aquí y va a nos llevar junto con ello. És mellor que arrumen sus cosas.

   - Não acredito que vou para aquele lugar - minha mãe reclamou, preocupada - aproveitem que vão arrumar suas malas e tragam alguns móveis.

   Sem responder, minha irmã me puxou  ao andar de cima, onde nossos quartos estavam, eu fui para o meu e ela ao dela.

   Não lembro muito dessa parte, mas me lembro de ter pego várias malas e ter jogado tudo dentro delas, empurrando-as pela escada e colocando-as amontoadas. O mesmo aconteceu com os móveis.

   - MARIANA! - levei um susto ao ouvir um grito vindo do quarto ao lado. Daniella correu até mim, com o desespero transparecendo em seus olhos - Mona! Tranque as portas e janelas, rápido! Eles estão aqui!

   Um calafrio percorreu minhas costas. Apenas concordei com a cabeça e comecei a trancar todas as entradas. Onde estaria Harry? Como iríamos viver nesse outro mundo estranho?

   Uma luz me cegou por um momento enquanto trancava a porta principal. Olhei para trás e ví um felino arremessado no chão. Ele vestia calças e camisa de um tecido liso e uma capa que cobria boa parte de sua vestimenta, sem contar o chapéu, que imitava o estilo dos mágicos. Suas asas estavam abertas, jogadas desajeitadamente. Sua asa direita com uma tala, que parecia ser feita pelo meu pai. Ele se levantou com o pelo arrepiado e a cauda meio queimada, quando o portal atrás dele desaparecia.

   -Saudações. - ele tossiu - eu sou Harry, o administrador de Falling Stars, o gato que vocês salvaram. Sou muito grato por tudo, o mínimo que posso fazer é refugia-los. - ele retirou algumas injeções de uma pequena bolsa que carregava para pegar um aparelho de tamanho médio esquisito. - vão juntando as malas, enquanto tento abrir essa coisa. - ele começou a colocar uma senha no portal. Que apenas fez um brilho fraco e logo parou. - Temos um proble-

   Sua fala foi cortada por um estrondo, lembro de olhar para a direita e ver parte de minha casa destruída. Estavam atacando. Estavam jogando bombas. Eu estava desesperada.

    - Harry como se mexe nessa coisa?! - perdi o controle por um segundo, tirando o aparelho de sua mão e clicando em qualquer botão.

    - Não toque nisso pirralha! - minha irmã advertiu, puxando o objeto de minha mão - deixa que eu cuido disso.

   - Ou você ajuda ou você me deixa consertar isso! - Tomei o aparelho de suas mãos.

   - Não, eu vou consertar! Você é pirralha e eu sou mais velha, você tem que me obedecer! - ela puxou o aparelho de minha mão.

   - Eu não preciso obedecer você, velha! - gritei, tentando pegar o aparelho. A situação se transformou num cabo de guerra com um portal quebrado entre duas irmãs teimosas.

   - Eu sou o quê?! - ela gritou comigo, ainda tentando pegar o portal.

   - Se eu sou pirralha, pelo jeito você é velha!

   Uma discussão de quem era pirralha e quem era velha foi travado, exatamente no momento errado. Ignoramos todas as explosões do nosso lado.

   - Deixem que eu conserto! - Harry tirou o aparelho da mão de nós duas, o que nos fez voltar a realidade. - enquanto isso, tratem de não serem mortas!

   - Certo - minha irmã falou, eu apenas virei o rosto e fui chamar meus pais.

   Eu e Dani nos encontramos com nossos pais em um pequeno corredor. O cheiro de fumaça estava insuportável. Não tivemos tempo para conversa, apenas dissemos um inaudível "venha" e corremos em direção a Harry, que inutilmente tentava consertar a máquina.

   Até que ele conseguiu, o portal se abriu diante de nossos olhos, com sua força nos lançando para longe. Era como se fosse um borrão que nos levaria a outro mundo.

   - Rápido! - Eu gritei enquanto empurrava algumas das nossas coisas pelo portal e meus pais entravam no mesmo.

   Notei que, comparado a todos, minha irmã foi lançada bem longe do local, mas se safou de ferimentos graves por ter se apoiado com os cotovelos.

   Ela tentou se levantar, mas foi pega de surpresa pelas costas, segurada por um militar. O mesmo segurava uma pistola na outra mão, que estava apoiada na cabeça de minha irmã.

   - Você! Antes de morrer, explique o que o felino está fazendo aqui! - o militar gritou, segurando Daniella com brutalidade, com a arma podendo a qualquer momento disparar.

   Eu senti a raiva crescendo em mim.

   Deixei me levar pelo medo de perder minha irmã. Pulei pelo que restou da parede, que agora formava um pequeno morro de estilhaços causados pelas bombas, dei o que eu poderia chamar de o maior salto da minha vida, acertado um chute inesperado na cara do militar, que de dor, soltou Dani e a arma. Sem perder tempo, levantei num pulo e segurei o braço de Dani, chutei a pistola para longe e corri na direção do portal. Onde meus pais e Harry estavam paralisados, ainda tentando processar o que tinha acontecido.

   - BOMBA! - o militar gritou, com o rosto sangrando pelo corte que eu causei.

   Era longe demais, não íamos chegar a tempo no portal antes que ele sumisse. Corremos pelo que restou da casa, quando algo explodiu em nossa frente. - MONA! - Minha irmã gritou. Fomos separadas nesse momento, eu lançada para um lado, Dani para o outro. Senti o impacto com o chão direto no meu rosto, minha mente bagunçada, meus braços e pernas, imóveis.

   Apenas consegui me mexer depois, com meus sentidos se recuperando aos poucos. Lentamente, me levantei sentindo dor até na alma. Era inexplicável o fato de eu não ter quebrado nenhum osso.

   Provavelmente, aquela foi a bomba final, pois ouvi os militares recuando e o local ficando mais calmo. Vi a minha casa destruída, não havia sobrado um pedaço de parede que não esteja quebrado, o telhado estava caído, os vidros estilhaçados, alguns lugares pegavam fogo, não havia sinal de vida no ar.

   Rapidamente, um nó se formou em minha garganta.

   -M-mamãe? - ignorei a dor e o sangue que saia de minha cabeça, e corri em direção aos estilhaços, sem encontrar nada que prove que meus pais estejam vivos - MÃE?! PAI?! - o desespero havia crescido em mim. Já não me importava se lançassem outra bomba - Irmã?...

   Lágrimas começaram a cair de meus olhos, a tristeza estava preenchendo meu corpo. Parecia que a cada passo que eu dava meu coração se quebrava mais. Caí de joelhos, sem ter mais forças para levantar. Minha família havia se ido, minhas chances de sobrevivência também.

   - Ei pirralha, pare de chorar - algo tocou meu ombro, a vos doce e suave fez eco. Levei um susto, impulsivamente quase acertei um soco na barriga da pessoa. Era minha irmã, ela tinha se esquivado do meu soco e tinha um olhar preocupado - ei ei, cuidado ai! Sou eu.

   - Dani? - apareceu um luz em minha mente, abri um sorriso sincero - DANI! Dani vocês está viva! Não morra, por favor, nunca morra nem me faça achar que você morreu! - abracei-a fortemente, com a alegria voltando por ela estar viva, com apenas alguns arranhões.

   Um sorriso se abriu em seu rosto, ela me abraçou de volta - eu prometo, pirralha. - nós nos separamos.

   - Ei, o papai e a mamãe estão vivos? - perguntei, preocupada novamente - não encontrei eles, achei que estavam... Sabe...

   - Não se preocupe, Harry escapou com eles, só temos que achá-los - ela falou sorrindo, positiva como sempre.

   Concordei com a cabeça, conseguindo sorrir de volta.  Andamos pouco até o outro lado da casa, onde Harry tentava ligar o portal de novo, minha mãe estava com as mãos no rosto, sentada do lado oposto do meu pai, que vasculhava o que restou da casa, a procura da gente.

  - Mãe? - perguntei, me aproximando.

  - M-mariana? Daniella? - ela se levantou rapidamente, correndo para nos abraçar - minhas filhas, eu fiquei tão preocupada... - ela continuou nos abraçando ao mesmo tempo, apenas abraçamos ela de volta, sem ter muito o que dizer. - Mas, - ela se virou para mim - MARIANA O QUE FOI AQUILO? Não é seguro dar voadoras em imbecis armados! E você já tomou água? Cade sua água? Você sabe que tem que tomar água! Você não pode fazer coisas do tipo sem beber água! - ela tirou uma garrafa cheia de água da bolsa que segurava e colocou diretamente na minha boca, me fazendo engolir cada gota do líquido - aqui, tome água, tome tudo, você tem que tomar água, bastante água. Vou te mostrar o que acontece com pessoas que não bebem água. Beba água. BEBA!

  - MÃE! - afastei garrafa da minha boca, foi bom ver ela de volta ao normal, em certos pontos - mãe eu já bebi água.

  - Beba mais. - ela enfiou a garrafa de volta, me obrigando a tomar tudo.

  Minha irmã olhava a cena sorrindo, sem graça. Meu pai nos olhava de longe, com um largo e sincero sorriso estampado em sua face, ele andou lentamente até nós, esperando que minha mãe tire a garrafa de água da minha boca. Quando ela acabou, meu pai nos saudou com um abraço apertado, que foi interrompido por uma luz forte que vinha do outro lado.

   - Consegui. - Harry falou, num tom alto e cansado - eu abri o portal, consegui! Ele sorriu e abriu passagem para nós passarmos - esperem, não é seguro. Os adultos primeiro.

   Meu pai foi na frente meio hesitante, mas ele tinha a mesma calma de sempre em seu rosto. Harry parou-o na frente no portal e tirou uma das injeções - Vocês vão precisar disso. É apenas um antídoto que vai... Bom... Vocês continuarão a ser humanos, mas estarão mascarados como gatos - ele parou e suspirou - não tenho certeza se vai funcionar, faz muito tempo que fiz esse antídoto, e foi apenas para acelerar uma evolução, então, se alguém sair... Deformado, ou talvez apenas com orelhas e rabo, não se desesperem. Eu vou consertar. - muito confortante da parte dele, poderia guardar tais detalhes para si mesmo.

   Harry segurou o braço de meu pai, aplicando o medicamento. Tudo o que meu pai fez foi uma cara de dor leve, então ficou meio tonto, mas entrou no portal normalmente. Minha mente congelou. Então foi a minha mãe, que fez tudo sem demonstrar nenhuma expressão, então fomos eu e minha irmã, juntas, pois eu insisti em tal ato.

   Dani entregou o braço, onde foi aplicado a poção. Ela não demonstrou expressão, a não ser um cansaço e tontura, me fazendo ter que segura-la. Provavelmente ela sentira dor de cabeça, pois segurava a região com força e fazia uma careta. - O que você fez com ela?! - olhei para Harry, incrédula.

   - Acalme-se, nada de ruim vai acontecer. - ele segurou meu braço, pronto para aplicar a dose em mim. Rapidamente desviei, primeiro: não quero acabar como minha irmã, segundo: não quero ficar deformada ou ficar com orelhas e rabo, terceiro: tenho medo de agulha, essa coisa apenas traz dor. - Deixe o braço quieto! - ele continuava tentando acertar aquele objeto pontiagudo em mim.

   - De jeito nenhum!

   - Só... Aplique... Logo... Essa... Coisa... Pirralha... - minha irmã ainda estava acordada, mas cambaleando em meus braços.

   Harry aproveitou meu momento de distração e colocou a agulha no meu braço, aplicando o medicamento que congelou até meu cérebro. Minha irmã desmaiou, caindo no portal, eu não fiquei para trás, acabei sendo arrastada junta. A dor atingia meu corpo inteiro, acabando com minhas forças, logo, minha visão ficou turva, minha audição parou de funcionar e minha vos não saia mais. O mundo ao meu redor ficou preto. Bem, foi ai que a desventura começou.

Continua?

Um comentário:

  1. Maquarida!! Yoo

    KKKKKK Mari manjando dos paranauê kkkkl dando voadora kkkkkkkkkkkk

    Quer afogar a guria~ kkkkk

    Continuaaaaaas

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